A Seleção Nacional garantiu esta terça-feira o seu terceiro Europeu consecutivo, ao vencer na Chéquia por 2-1, em jogo da segunda mão do playoff. Trata-se de um resultado histórico para as cores nacionais, graças a dois golos apontados por Diana Silva, aos 13 e aos 76 minutos.

O onze escolhido por Francisco Neto apenas sofreu duas alterações, por comparação ao encontro da primeira mão: Patrícia Morais rendeu Inês Pereira na baliza e Diana Silva entrou para o lugar de Jéssica Silva. Pelo que abordagem inicial à partida foi em tudo idêntica à de sexta-feira, no Estádio do Dragão. E tal como lá, pertenceu a Andreia Jacinto o primeiro momento de perigo junto às redes cheques, à passagem dos cinco minutos, que fez a bola passar a centímetros da barra.
Um lance que foi vivamente ovacionado pelos cerca de 200 portugueses presentes na AGC Arena de Teplice, que não paravam de apoiar as “Navegadoras”, ainda elas se encontravam no período de aquecimento. E se o calor humano daquela “manchinha” de bancada já aquecia uma noite muito fria (começou-se a jogar com um grau), levantou fervura aos 13 minutos, quando Diana Silva, após canto na esquerda, apareceu rápida junto ao primeiro poste a desviar para golo.
Mais por reação checa do que por gestão de vantagem, a bola “passeou-se” mais tempo, a partir de então, pelo meio terreno luso, em toada de parada resposta das suas equipas. Aos 27′, Diana Silva quase se isolou, mas preferiu rematar de longe e por cima, lance que foi sucedido por uma dupla e difícil intervenção de Patrícia Morais, a remate e recarga de Svitková e de Stasková, respetivamente.
Aos 35 minutos, após canto na direita e lance confuso na área, a equipa de arbitragem, com recurso ao VAR, assinalou grande penalidade, cometida por Ana Capeta e convertida com êxito por Svitkova. Um golo que não retirou ânimo à equipa portuguesa, embora daí até ao intervalo tenha revelado mais dificuldade em servir as linhas mais avançadas, uma vez que o processo defensivo das checas revelou mais acerto logo à entrada do seu meio-campo.
O primeiro sinal de perigo no segundo tempo surgiu dos pés de Khyrová, mas a bola saiu muito por alto, após remate frontal. Na resposta, Capeta ganhou lance na direita da área adversária, mas já não conseguiu cruzar para Diana Silva. Aos 53 minutos, a mesma jogadora, apesar de agarrada quando seguia isolada para a área, quase fazia o 2-1, mas o remate saiu-lhe fraco e claramente prejudicado pelo desequilíbrio irregularmente criado pela defesa checa.
Aos 58 minutos, o selecionador português foi o primeiro a tentar mexer com a partida, trocando Andreia Jacinto por Andreia Norton. Ana Capeta e Diana Gomes voltaram a levar perigo à área contráriae o jogo ganhava velocidade. Aos 67 minutos, Potugal dispôs de um livre direto, no interior da meia lua, mas a barreira “desfez” a intenção de Joana Marchão, com um remate que prometia festa.
Até final, a Chéquia ainda tentou desesperadamente chegar ao empate, adiando as decisões, mas a bem organizada defensiva portuguesa não deu grandes possibilidades.
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