Portugal vai contribuir com 100 milhões de euros para a compra de munições de artilharia de grande calibre para a Ucrânia, que delas "precisa desesperadamente" para resistir à agressão russa, disse a ministra da Defesa.
Em declarações à agência Lusa, a ministra Helena Carreiras detalhou a decisão tomada na véspera pelo Conselho de Ministros de apoiar a Ucrânia com 100 milhões de euros para munições de artilharia de grande calibre, um programa de aquisição conjunta liderado pela Chéquia e ao qual se associam vários países europeus.
“O timing desta iniciativa tem a ver com a necessidade da Ucrânia, que precisa desesperadamente de munições para prosseguir a sua resistência contra a invasão ilegal da Rússia”, referiu, considerando que esta contribuição se insere num “processo de apoio continuado à Ucrânia”.
De acordo com a ministra da Defesa, não se trata de um apoio “com armas e munições a uma agressão”, mas “apoiar a resistência a uma agressão” que tem sido feita pela Rússia à Ucrânia.
“Não escala quem apoia a autodefesa, a defesa da soberania, da integridade territorial, escala quem agride e quem invade”, defendeu.
Este apoio de 100 milhões de euros que tem como objetivo “entregar rapidamente à Ucrânia munições de 155mm” complementa, segundo Helena Carreiras, o esforço que tem sido feito também no plano humanitário, financeiro e militar.
“Neste momento há uma necessidade imperiosa de apoiar a Ucrânia com munições, é aquilo de que mais necessitam. Há também uma consciência crescente e europeia de que estamos num momento crítico”, explicitou.
Segundo a ministra, esta iniciativa que partiu da Chéquia, inicialmente apoiada pela Holanda e pela Dinamarca e que agora se alargou já “a mais de dezena e meia de países”, permite “identificar em mercados de países terceiros” munições deste calibre uma vez que “há falta e carência na Europa” destas munições.
“É isso que se está neste momento a adquirir, para entregar rapidamente à Ucrânia: munições de artilharia para suprir as necessidades que se sentem neste momento no campo de batalha para resistir à agressão russa”, referiu.
A ministra da Defesa citou o secretário-geral da NATO que dizia recentemente que a “Ucrânia não precisa de coragem, tem em excesso, precisa de munições”.
“Temos que ajudar a Ucrânia porque se trata de defendermo-nos também a nós. A Ucrânia está a lutar pela segurança da Europa também e é nesse sentido que não podemos deixar de reforçar o nosso apoio e de manifestar a sua solidariedade para com a Ucrânia”, afirmou.
As condições meteorológicas adversas estão a dificultar a captura de lampreia nos rios Minho e Lima, afetando a atividade de cerca de duas centenas de embarcações e colocando em risco o rendimento anual de muitos pescadores da região.
Um deslizamento de terras ocorrido esta terça-feira, na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas, em Ponte da Barca, destruiu parcialmente uma habitação e obrigou à retirada de sete pessoas, informou a Proteção Civil.
Viana do Castelo recebeu, entre os dias 6 e 8 de fevereiro, a VII Convenção do Mercado das Viagens, reunindo a maioria das agências da rede, parceiros estratégicos e diversos representantes de relevo do setor do turismo. O evento decorreu sob o lema “Rumo ao Futuro”, refletindo o foco na evolução e nos desafios do setor.
Um residente da freguesia de Chafé, no concelho de Viana do Castelo, doou cerca de 500 telhas destinadas a apoiar as zonas mais afetadas pelo recente mau tempo, informou a Junta de Freguesia.
O Comando Territorial de Viana do Castelo da Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, entre os dias 2 e 8 de fevereiro, um conjunto de operações em todo o distrito, com o objetivo de prevenir e combater a criminalidade violenta, reforçar a fiscalização rodoviária e promover ações de sensibilização junto da população.
Trinta e quatro pessoas, entre as quais 18 crianças, foram realojadas preventivamente na zona ribeirinha de Valença devido ao risco de cheia do rio Minho, informou a Proteção Civil. A medida deverá manter-se pelo menos até esta terça-feira, dependendo das descargas da barragem da Frieira, em Espanha.
Portugal continental está hoje, terça-feira, sob forte instabilidade meteorológica, com previsão de chuva persistente e por vezes intensa, sobretudo nas regiões Norte e Centro, onde vigoram avisos laranja devido ao risco de acumulados elevados de precipitação.