Uma secção de voto fictícia vai ser instalada no domingo em frente às instalações da Resulima em Paradela, Barcelos, numa ação de protesto contra os “odores nauseabundos” emanados pelo aterro sanitário daquela empresa.
Em comunicado, a Junta de Freguesia de Laúndos, concelho da Póvoa de Varzim, acrescenta que o protesto tem a ver também com falta de acessos adequados àquela unidade de tratamento de resíduos.
A “mesa de voto” terá o nome #AResuLixoFede.
“No boletim de voto, em vez dos partidos políticos, constarão de forma ordenada todos os problemas que afetam negativamente e quase todos os dias mais de 11 mil cidadãos europeus vizinhos do aterro da Resulima”, lê-se no comunicado
Os resultados da “eleição” serão conhecidos no final da manifestação.
Segundo o comunicado, o aterro prejudica os direitos, liberdades e garantias das populações locais.
“Apesar das várias denúncias às autoridades nacionais e europeias (Comissária Europeia da Coesão e Reformas), até hoje o problema não foi resolvido nem se vislumbra a resolução”, diz ainda.
O aterro, que está localizado na freguesia barcelense de Paradela, é gerido pela empresa Resulima, responsável pela recolha de resíduos nos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo.
Entrou em funcionamento no início de 2022, mas, desde então, tem gerado a contestação dos habitantes das freguesias limítrofes.
As populações dizem que o mau cheiro se estende numa área de quase 74 quilómetros quadrados, afetando mais de 11 mil pessoas.
“Esta situação é de todo inaceitável, pois se a unidade de tratamento de resíduos foi construída para resolver um problema ambiental, tal como está a funcionar criou um novo problema ainda mais grave”, refere o comunicado.
O documento sublinha ainda que o tráfego dos veículos pesados de recolha de resíduos é realizado pelo interior das freguesias de Barcelos, por arruamentos residenciais “sem as mínimas condições de circulação, danificando os pavimentos e causando acidentes e situações graves de segurança rodoviária”.
As condições meteorológicas adversas estão a dificultar a captura de lampreia nos rios Minho e Lima, afetando a atividade de cerca de duas centenas de embarcações e colocando em risco o rendimento anual de muitos pescadores da região.
Um deslizamento de terras ocorrido esta terça-feira, na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas, em Ponte da Barca, destruiu parcialmente uma habitação e obrigou à retirada de sete pessoas, informou a Proteção Civil.
Viana do Castelo recebeu, entre os dias 6 e 8 de fevereiro, a VII Convenção do Mercado das Viagens, reunindo a maioria das agências da rede, parceiros estratégicos e diversos representantes de relevo do setor do turismo. O evento decorreu sob o lema “Rumo ao Futuro”, refletindo o foco na evolução e nos desafios do setor.
Um residente da freguesia de Chafé, no concelho de Viana do Castelo, doou cerca de 500 telhas destinadas a apoiar as zonas mais afetadas pelo recente mau tempo, informou a Junta de Freguesia.
O Comando Territorial de Viana do Castelo da Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, entre os dias 2 e 8 de fevereiro, um conjunto de operações em todo o distrito, com o objetivo de prevenir e combater a criminalidade violenta, reforçar a fiscalização rodoviária e promover ações de sensibilização junto da população.
Trinta e quatro pessoas, entre as quais 18 crianças, foram realojadas preventivamente na zona ribeirinha de Valença devido ao risco de cheia do rio Minho, informou a Proteção Civil. A medida deverá manter-se pelo menos até esta terça-feira, dependendo das descargas da barragem da Frieira, em Espanha.
Portugal continental está hoje, terça-feira, sob forte instabilidade meteorológica, com previsão de chuva persistente e por vezes intensa, sobretudo nas regiões Norte e Centro, onde vigoram avisos laranja devido ao risco de acumulados elevados de precipitação.