A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, esteve esta sexta-feira no terreno para avaliar os estragos provocados pelos incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), com especial atenção às áreas ardidas no concelho de Ponte da Barca, um dos mais afetados.

Durante a visita, anunciou a publicação imediata de uma portaria de apoio às áreas protegidas, que prevê obras urgentes e medidas estruturais de recuperação ambiental.
“Estamos aqui numa missão de verificar o que se passou nas áreas protegidas, neste caso com o Parque Nacional Peneda-Gerês. Sai hoje uma portaria, finalizamo-la esta manhã, e será publicada ainda hoje”, declarou a ministra, durante a visita a zonas atingidas no concelho e nos arredores.
A portaria visa duas frentes principais:
Obras de emergência, já em curso, como a retenção de solos para evitar erosão e a proteção das linhas de água contra a contaminação por cinzas;
Recuperação estrutural, com foco na renaturalização da floresta, através da regeneração natural e da plantação de espécies mais resistentes ao fogo.
Mais de cinco mil hectares do Parque Nacional foram consumidos pelas chamas, numa área que inclui territórios de Ponte da Barca, Terras de Bouro e Arcos de Valdevez. Segundo a ministra, a recuperação será feita com base em contratos-programa celebrados entre a Agência para o Clima, o ICNF, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), autarquias e outros parceiros locais.
“O objetivo é restaurar a biodiversidade, proteger a fauna e flora, e recuperar as linhas de água. Queremos também criar zonas tampão e mosaicos florestais que reduzam o risco de incêndios futuros”, explicou Maria da Graça Carvalho.
Os apoios à agricultura e às empresas afetadas nos concelhos atingidos serão tratados pelos Ministérios da Agricultura e da Economia.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês, criado em 1971, é o único parque nacional do país e cobre parte significativa do concelho de Ponte da Barca, sendo um dos seus maiores ativos ambientais, turísticos e patrimoniais.
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