Os cerca de 300 pescadores de Caminha decidiram hoje lançar um abaixo-assinado contra a proposta preliminar de exploração de energias renováveis no mar e pedir uma reunião ao Governo para tentar travar a “extinção completa” do setor no concelho.

“O que ficou decidido foi fazer um abaixo-assinado (…) e sermos ouvidos pelas entidades, para expormos as consequências das eólicas e o espaço de pesca que vão limitar (…) É a extinção completa da pequena pesca que só pode trabalhar até seis milhas da costa”, afirmou hoje o presidente da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora, Vasco Presa.
Em declarações à agência Lusa, no final de uma reunião na qual participaram cerca de meia centena de pescadores daquela associação e das congéneres de Caminha e do rio Minho, Vasco Presa adiantou que o setor “não está contra” a instalação de parques eólicos ‘offshore’, mas defendeu que “os seus impactos têm de ser minimizados”.
“[Queremos] que [os parques] sejam mais afastados da costa. Qualquer solução que possamos encontrar com as entidades para minimizar este impacto. Não é travar as eólicas, mas é arranjar uma solução que não afete a pesca”, adiantou à Lusa no final da reunião que decorreu na sede da associação, no portinho de Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo.
O presidente da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora adiantou “que hoje mesmo vai começar a ser preparado o abaixo-assinado” e que os pescadores ainda vão decidir a quem do Governo irão solicitar uma reunião para darem conta das suas preocupações.
Em causa está a proposta preliminar do grupo de trabalho constituído pelo Governo para definir áreas situadas ao largo de Viana do Castelo, Leixões, Figueira da Foz, Ericeira-Cascais e Sines para a implantação parques eólicos ‘offshore’.
O projeto para a criação de cinco áreas de exploração de energias renováveis no mar esteve em consulta entre 30 de janeiro e o dia 10 de março.
Vasco Presa garantiu que “só hoje” é que os pescadores de Vila Praia de Âncora, Caminha e do Risco “passaram a ter noção” do projeto, após uma “sessão de esclarecimento promovida por várias entidades políticas”, que não especificou. “As entidades associativas não nos deram esclarecimentos absolutamente nenhuns. Zero”, frisou.
No início de março, em Viana do Castelo, pescadores, armadores, associações e sindicatos do setor de todo o país manifestaram-se revoltados por não terem sido ouvidos no processo de criação das cinco áreas de exploração de energias renováveis no mar.
Cerca de três dezenas de profissionais da pesca encheram uma sala de uma unidade hoteleira da cidade, onde o Governo promoveu uma audiência pública para formulação de sugestões e recolha de contributos para o projeto.
Na altura, os representantes dos pescadores acusaram o secretário de Estado do Mar de ter conduzido “extremamente mal” o processo de elaboração da proposta preliminar, criticaram o diretor-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos por “não terem sido ouvidos” e garantiram que se o estudo for para a frente tal como está é a morte da pesca.
Conscientes que as energias renováveis no mar vão avançar, os pescadores apelaram ao diálogo com o setor, a ter voz no planeamento rigoroso do projeto final e a serem compensados pelo impacto negativo que dizem saber que a transição energética vai implicar no setor.
Já em fevereiro, o porta-voz de um movimento da pesca de todo país disse que o setor se sente “traído” pelo Governo por não ter participado na elaboração da proposta.
Segundo Francisco Portela Rosa, a proposta “representa 320 mil hectares”, o equivalente a “320 mil campos de futebol, do território todo e dos Açores e da Madeira”.
“Passaríamos a ter o maior deserto oceânico do mundo, porque nada sobreviverá para além das eólicas”, alertou na ocasião.
Foi concluída a empreitada de melhoria da iluminação do campo de jogos e da pista de atletismo e de proteção contra descargas atmosféricas do Estádio Municipal Manuela Machado, em Viana do Castelo. A intervenção representou um investimento municipal de 164.700 euros.
Darque e Afife recebem hoje e amanhã, dias 16 e 17 de outubro, dois espetáculos integrados no ciclo da Platea — Plataforma de Teatro Amador do Alto Minho, que prossegue a sua programação no concelho de Viana do Castelo.
Viana do Castelo acolhe, até ao próximo domingo, 18 de outubro, a Exposição Filatélica Nacional, que reúne expositores portugueses e coleções de valor histórico, documental e cultural.
A exposição «Viana à Mesa: 1920–1970», promovida pela Ephemera, está patente até 31 de outubro nos antigos Paços do Concelho, em Viana do Castelo. A mostra propõe uma viagem por cinquenta anos de hábitos alimentares, práticas culinárias e formas de convívio.
O Trilho Caminho dos Mortos, em Merufe, recebe este domingo, 18 de outubro, uma caminhada de cerca de 13 quilómetros, integrada no projeto «Descobrir Monção a Caminhar 2026». A iniciativa tem um custo de três euros por participante, com a receita a reverter a favor da Associação Mão de Mimos.
O VII Torneio Zé Natário – Cidade de Viana do Castelo, em hóquei em patins, começa hoje, no Pavilhão José Natário, com a participação da Juventude Viana, FC Porto, UD Oliveirense e AA Espinho. A competição prolonga-se até amanhã e integra as comemorações dos 50 anos do clube vianense.
Acompanhar pessoas mais velhas e proporcionar atividades adaptadas às suas necessidades é a proposta da Presença Amiga, um projeto fundado pela técnica de Animação Sociocultural Carolina Brito, com intervenção nos concelhos de Viana do Castelo, Caminha, Ponte de Lima e Esposende.