O candidato a secretário-geral socialista Pedro Nuno Santos acusou, este sábado, o PSD de não ser "de confiança", com o Chega como "aliado não assumido", exortando Luís Montenegro a deixar de "enganar os portugueses".
“Aquilo que o PSD nos mostra hoje é que não de confiança (…) Fizeram um acordo [nos Açores] e voltarão a fazer um acordo se precisarem dele [Chega] para governar. Não vale a pena continuar a enganar o povo português. Não é uma questão menor. É uma questão relevante”, afirmou Pedro Nuno Santos num encontro com militantes do Partido Socialista (PS) em Viana do Castelo.
No discurso que proferiu no auditório da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESTG), cheio de militantes, o antigo ministro das Infraestruturas e da Habitação disse que o país pôde ver na sexta-feira “quem é o Chega, com quem é que eles [PSD] querem estar ao lado”.
“Tivemos em Portugal os líderes dos partidos da extrema-direita da Europa. É aquilo que representa o Chega, esse aliado não assumido do PSD”, reforçou.
Durante o discurso de mais de 20 minutos, antecedido pelas intervenções do presidente da federação distrital do PS e presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vítor Paulo Pereira e da ministra da Habitação, Marina Gonçalves, Pedro Nuno Santos referiu-se várias vezes ao Chega como “parceiro não assumido” do PSD.

“Nós combatemos o Chega, tal como combatemos o PSD. Combateremos sempre, porque defendemos uma democracia, um país onde todos sejam respeitados. Um Portugal inteiro, um Portugal de futuro, um Portugal com desenvolvimento”, frisou.
O candidato a secretário-geral do PS afirmou que o PSD “não aprendeu nada ao longo dos últimos oito anos” de governação do PS, e “não fará diferente”.
“Luís Montenegro que, Pedro Passos Coelho, seja dito, não reconheceu com competência necessário para integrar o Governo, na altura, foi apesar de tudo líder parlamentar que apoiou esse Governo”, apontou.
Para Pedro Nuno Santos, o PSD mostrou, durante o 41.º Congresso do partido, em Almada, “que se algum dia voltarem a ser poder, a estratégia será a mesma”, de “dor e sofrimento para o povo português.
Durante o discurso, o antigo ministro das Infraestruturas e Habitação manifestou “muito orgulho” nos oito anos de governação do PS que classificou como de “de boa memória” para os portugueses.
Admitiu que o país “está longe de estar bem” e definiu como “maiores desígnios” da sua candidatura, “conseguir aumentar os salários, proteger o estado social e desenvolver a economia”.
Às eleições diretas socialistas de 15 e 16 de dezembro apresentaram-se até agora três candidatos, o atual ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, o ex-ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos e Daniel Adrião, dirigente da linha minoritária de oposição ao atual secretário-geral, António Costa.
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