O PCP questionou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o encerramento, no final do mês de dezembro, da unidade da Coindu em Arcos de Valdevez que vai deixar desempregados 350 trabalhadores.
Na segunda-feira, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) revelou o encerramento da fábrica de Arcos de Valdevez, e o despedimento dos 350 trabalhadores.
Segundo o SIMA, a decisão acontece cerca de um mês após a compra da empresa pelo grupo italiano Mastrotto.
“Este processo foi levado a cabo sem qualquer informação e consulta aos trabalhadores, numa completa ilegalidade sem que qualquer ação das autoridades competentes”, destaca o SIMA.
No requerimento enviado a Maria do Rosário Ramalho, o deputado comunista Alfredo Maia quer saber se o Governo tem conhecimento do despedimento coletivo, que salvaguardas foram garantidas, designadamente de defesa dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores na atribuição de benefícios e apoios públicos, e que medidas serão tomadas para defender os interesses dos trabalhadores implicados.
Segundo o PCP, “ao longo dos anos”, a empresa Coindu, com unidades fabris em Joane, concelho de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, e Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, “tem vindo a concretizar diversos processos de despedimento coletivo e, recorrendo abusivamente ao ‘lay-off’, atropelando os direitos dos trabalhadores e tratando estes homens e mulheres como descartáveis”.
Segundo o PCP, a Coindu recebeu “3,9 milhões de euros no âmbito do Plano de Recuperação Resiliência (PRR) e “cerca de 200 mil euros de apoios estatais só entre 2021 e 2022”.
“A sua venda ao grupo estrangeiro garantiria o relançamento da empresa, e ainda em fevereiro o presidente da Câmara Municipal prometia que a fábrica dos Arcos de Valdevez não encerraria, o que torna a situação mais inexplicável”, adianta o partido.
Para o PCP, “não podem ser os trabalhadores os sacrificados de uma estratégia de negócio a quem só interessa o lucro máximo e imediato e que desrespeita aqueles que produziram, com o seu esforço e capacidade, toda a riqueza ali criada nas últimas décadas”.
“Trata-se de um pesado golpe com dramáticas consequências para centenas de famílias e, nesse sentido, o PCP solidariza-se com os trabalhadores da Coindu”, refere.
O PCP anuncia ainda que irá, através do eurodeputado João Oliveira, questionar a Comissão Europeia sobre este caso.
Em 15 de outubro último, o Gruppo Mastrotto, fundado em 1958 na Itália, anunciou, em comunicado, a aquisição de “uma participação maioritária na Coindu – Componentes Para A Indústria Automóvel, SA , por meio de uma contribuição de capital para apoiar o relançamento do negócio”.
“Esta transação faz com que a Coindu se torne parte de um grupo líder da indústria de couro, consolidando a sua estabilidade financeira e operacional. Para o Gruppo Mastrotto, esta operação visa avançar a integração vertical, aumentando a capacidade da empresa de oferecer soluções de ponta a ponta para os interiores dos automóveis e, fortalecendo sua posição competitiva no mercado global”, lê-se da nota.
O Gruppo Mastrotto acrescenta estar, tal como a Coindu, “comprometido em expandir sua presença em segmentos de mercado de luxo”.
Em Portugal, a Coindu, fundada em 1988, tem unidades fabris em Arcos de Valdevez e em Joane, empregando no total cerca de 2.000 trabalhadores.
O Santa Luzia FC já conhece o adversário para os quartos de final da Taça de Portugal Feminina de Futsal Placard. O sorteio da 5.ª eliminatória ditou um confronto frente ao GCR Nun’Álvares, numa eliminatória que garante acesso à Final Four da competição.
O Comando Distrital de Viana do Castelo da PSP reforçou, na última semana, as ações de prevenção e combate à criminalidade, resultando na detenção de dois cidadãos.
Viana do Castelo deu início, esta semana, à primeira sessão de 2026 do programa Formação + Próxima, uma iniciativa que resulta da parceria entre o Município e o Turismo de Portugal, através da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo.
A vida e o legado de Armando Alves, figura emblemática de Merufe, serão celebrados este domingo, dia 15 de fevereiro, às 15h30, no Cine Teatro João Verde, com o espetáculo “Heranças da Terra – Homenagem a Armando Alves”. A entrada é gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete.
Um técnico do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) natural de Viana do Castelo foi peça determinante num caso que está a marcar a atualidade nacional e que ganhou destaque no Dia Europeu do 112.
Vila Nova de Cerveira recebeu nos dias 6 e 7 de fevereiro a segunda ação do CAPACITEATRO, projeto que utiliza o teatro como instrumento de inclusão e intervenção social.
No âmbito do combate ao tráfico de estupefacientes, a PSP de Viana do Castelo realizou, no passado dia 2 de fevereiro, duas intervenções que resultaram na apreensão de drogas e na identificação de dois suspeitos.