O PCP acusou a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho de ser responsável pelo aumento brutal do preço do transporte rodoviário entre Viana do Castelo e o Porto, e exigiu respostas e uma mudança na política de mobilidade.
Contactada pela agência Lusa, a propósito de um comunicado emitido pela Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP, a comunista Cláudia Marinho afirmou que a CIM do Alto Minho “pouco tem feito para aplicar as verbas do Programa de Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART) que o Governo atribui às comunidades intermunicipais”.
Cláudia Marinho, membro da DORVIC do PCP e vereadora da CDU na Câmara de Viana do Castelo, explicou que o “aumento brutal” no início de janeiro das tarifas dos transportes rodoviários resultou “da extinção, no final em 2023, da carreira normal que ligava Viana do Castelo e o Porto, e da ausência de uma solução para o preço elevado praticado na rede Expresso, que não pode ser apoiado pelo PART”.
“É mais uma prova que CIM do Alto Minho se desdobra em propaganda e declarações bonitas sobre a descarbonização e a defesa do ambiente, mas não promove o uso do transporte público, abandona os utentes e não se preocupa com a mobilidade das populações”, afirmou.
A Lusa contactou o presidente da CIM do Alto Minho, Manoel Batista, que se escusou a prestar declarações.
Segundo a comunista, “atualmente os utentes dos transportes rodoviários têm apenas garantida a ligação entre Viana do Castelo e a Póvoa de Varzim, tendo de encontrar outra solução, de metro ou autocarro, para chegar à cidade do Porto”.
“Os utentes do autocarro Expresso entre Viana do Castelo e o Porto, entre os quais muitos trabalhadores, estudantes ou até pacientes que recorrem ao Hospital São João, voltam a ser confrontados com aumentos brutais nas tarifas”, refere o comunicado do PCP.
Acrescenta que “o problema não se colocaria se tivesse sido aprovada uma proposta do PCP, feita em 2022, para a criação de um passe inter-regional e intermodal, com o valor de 40 euros, dirigido nomeadamente à ligação entre Viana do Castelo e o Porto”.
“Mais do que sacudir a água do capote entre os diversos órgãos autárquicos, o povo do Alto Minho exige respostas e uma mudança na política de mobilidade”, sustenta o PCP.
Na sexta-feira, os utentes do Alto Minho alertaram para o aumento “de quase 100%” do custo com as deslocações regulares de autocarro entre Viana do Castelo e o Porto, ultrapassando os 170 euros mensais.
“A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa tem acordos para deslocações para o Porto, com passes de 40 euros. Braga tem acordos para o Porto. Santarém e Torres Vedras têm para Lisboa. Desde 2019 que isto existe no país todo e no Alto Minho não temos nada. O pouco que temos é cada vez menos. A Câmara de Viana do Castelo devia manter o apoio de 2023, pelo menos enquanto não houver um passe inter-regional”, defendeu, em declarações à Lusa, Tiago Bonito, da comissão de Utentes de Transportes Públicos do Alto Minho.
A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) registou, no dia 1 de janeiro, o primeiro nascimento de 2026. O bebé, de nome Bryam, nasceu às 00h06, por parto eutócico, apresentando um estado de saúde considerado bom.
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