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Paredes de Coura vai ter centro tecnológico de 1,7 ME em 2025

5 Maio, 2024 | 14:57
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Pedro Sérgio Xavier
3 min. leitura

O presidente da Câmara de Paredes de Coura apontou para o primeiro trimestre de 2025 a abertura de um centro tecnológico, num investimento de mais de 1,7 milhões de euros, para incentivar a investigação científica no concelho.

Em declarações à margem do Festival Nacional de Robótica, a decorrer até domingo naquele concelho do distrito de Viana do Castelo, Vítor Paulo Pereira, disse que em equipamentos tecnológicos vão ser investidos 1,3 milhões de euros.

Já a empreitada de reconversão de um antigo edifício do Sporting Clube Courense, no centro da vila, está orçada em 464 mil euros.

A obra arrancará em junho e terá de estar finalizada até finais de setembro, meados de outubro. Após essa fase o espaço será todo equipado, recriando “uma fábrica escola”.

“Uma coisa é ter laboratórios na escola e, outra é ter um pavilhão que consiga criar o ambiente de uma fábrica. Vamos ter robótica, soldadura avançada, programação informática. No fundo, tudo o que está a acontecer no Festival Nacional de Robótica. O centro tecnológico servirá, sobretudo, os alunos EPRAMI – Escola Profissional do Alto Minho Interior, que terão um espaço para aprender em contexto de trabalho”, explicou o autarca socialista.

Para Vítor Paulo Pereira, o futuro centro tecnológico “chamar novos alunos a Paredes de Coura, atraídos pelas propostas inovadoras que a EPRAMI apresenta”.

O projeto, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vem ao encontro da aposta do município na robótica, “fazendo todo o sentido a realização, no concelho do festival nacional”.

“Em Paredes de Coura há fábricas altamente robotizadas, com tecnologia de ponta como é o caso do grupo Kyaia, que tem investido na Indústria 4.0”, destacou.

O autarca referiu que “as pessoas têm muito medo da robótica porque acham que destrói empregos, mas aumenta a competitividade das empresas e alivia os trabalhadores de tarefas monótonas, pesadas e perigosas”.

“A aposta do grupo Kyaia na inovação tecnológica não causou despedimentos. Antes pelo contrário, há oportunidade de emprego”, disse.

Afonso Reis é “um exemplo” de como a participação no Festival Nacional de Robótica, onde, numa competição chegou a vice-campeão do mundo, pode mudou vidas.

“Hoje tenho uma empresa que produz máquinas industriais robotizadas para empresas dos setores automóvel, metalúrgica, alimentar. O interesse pela robótica nasceu no festival, desenvolvi essa aptidão e, é essa mensagem que queremos transmitir aos jovens”, afirmou o empresário que dedica um dia por semana para dar aulas de robótica aos alunos da EPRAMI.

Natural de Paredes de Coura, Afonso Reis, de 37 anos, instalou a empresa há dois anos numa incubadora municipal, e além do mercado nacional já exporta parte da produção.

Formado em eletrotecnia, pelo Instituto Politécnico de Bragança, integra a organização do Festival Nacional de Robótica de Paredes de Coura onde espera “estimular nas crianças e jovens que, este ano, participam no festival de Paredes de Coura, o gosto pela robótica e pela eletrónica”.

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