Entre 25 de maio e 29 de junho, as Comédias do Minho celebram o seu 20º aniversário com um FITAVALE diferente. Os grupos de teatro amador do Vale do Minho apresentam cinco espetáculos que refletem sobre a ideia de “CASA”, desde a folha em branco à ocupação de um espaço.

Pela primeira vez, e ao longo de cinco fins-de-semana, cada grupo estreia o seu espetáculo em casa. A abertura do festival acontece a 25 de maio, às 21h30, no recém-inaugurado Palco das Artes de Vila Nova de Cerveira, com a peça “Como se Não Houvesse Amanhã”, interpretada pelo grupo cerveirense ‘Outra Cena’.
Os espetáculos foram criados e encenados pelos atores residentes das Comédias do Minho, que procuraram diferentes caminhos para refletir sobre a construção conjunta de um espaço de sonho, de pertença e de significado. Esta criação múltipla tem o nome de Esboço 2.0, porque é aqui que as Comédias do Minho começam a esboçar os contornos dos próximos 20 anos – com e para a comunidade do Vale do Minho.
No dia 25 de maio (21h30), o Palco das Artes de Vila Nova de Cerveira recebe “Como se Não Houvesse Amanhã”. Tânia Almeida aborda a noção de comunidade através da desconfiança que se instala num bairro, entre vizinhos. O espetáculo do grupo ‘Outra Cena’ é uma adaptação do episódio “The Monsters are Due on Maple Street”, da série “The Twilight Zone”, de Rod Serling.
Os Simples’ estreiam, no dia 31 de maio (21h30), “Jacqueline, a Fatalista”, na Casa da Cultura de Melgaço, uma adaptação do texto “Jacques, o Fatalista, e o seu Amo”, de Denis Diderot. Rui Mendonça criou este espetáculo para refletir sobre o destino. O espetáculo conta com uma segunda apresentação, a 1 de junho (21h30), no mesmo local.
O grupo de teatro amador do Cineteatro João Verde, de Monção, estreia em casa própria “A Porta, o Coração e a Alma Livre”, no dia 8 de junho (21h30). A criação original de Cheila Pereira é um espetáculo que cruza teatro e movimento para explorar o inconsciente, a identidade e o amadurecimento, através da metáfora da casa. A alma dança entre a escuridão da cave e a luz do sótão para descobrir-se como uma Casa Nova.
Em Valença, o grupo de teatro ‘Verdevejo’, da Associação Cultural de Verdoejo, interpreta “1º Direito”. Sara Costa criou o espetáculo a partir do texto original de Sara S, que escreveu sobre as questões do direito à habitação. Se no passado era possível sonhar com uma casa ideal, hoje desejamos apenas ter um quarto para poder dormir e sonhar. O grupo estreia no espaço associativo do miradouro de S. Tomé, em Verdoejo, Valença, no dia 15 de junho (21h30).
O encerramento do 14º Festival Itinerante de Teatro Amador do Vale do Minho faz-se no dia 29 de junho, no Centro Cultural de Paredes de Coura. A partir das 15h00, inicia-se uma maratona teatral, com a repetição de todos os espetáculos apresentados e com uma estreia. Em tom de celebração, o grupo ‘+ TAC Mais Teatro Amador Courense’ apresenta a criação de Luís Filipe Silva. Em “Trama” assistimos à construção conjunta de uma estrutura arquitetónica para refletir sobre os alicerces de uma comunidade. Portugal é uma casa de democracia há 50 anos e as Comédias do Minho são uma casa de teatro há 20 anos. Luís Filipe Silva e o ‘+ TAC’ quiseram assinalar o aniversário dessas duas edificações comunitárias no espetáculo de encerramento.
Todos os espetáculos contam com música dos Space Ensemble, desenho de luz de Vasco Ferreira, cenografia de Cristóvão Neto e figurinos de Rafaela Amen. Vila Nova de Cerveira, Melgaço, Monção, Valença e Paredes de Coura podem contar com algumas ocupações prévias do espaço público, em jeito de convite para o festival. Cada uma das cinco estreias, em cada concelho, será encerrada com uma festa, oferecida pelos grupos de teatro amador.
Toda a programação é de entrada livre.
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