A insuficiência cardíaca (IC) é um problema de saúde grave em que o coração não bombeia sangue de forma tão eficiente como deveria. Devido a múltiplos potenciais mecanismos, o músculo cardíaco torna-se menos capaz de contrair ou tem limitação na sua capacidade de relaxar e encher com sangue.

A IC é atualmente um dos problemas de saúde mais comuns nos países desenvolvidos. É um problema grave de saúde pública, uma vez que, apesar de avanços no diagnóstico, no tratamento farmacológico e não farmacológico, e na gestão da doença, atinge um grande número de pessoas e está associado a elevada morbilidade e mortalidade. De facto, a IC é a causa mais frequente de internamento hospitalar acima dos 65 anos e a mortalidade associada pode atingir 50% aos 5 anos.
Em Portugal, o estudo PORTHOS (Portuguese Heart Failure Observational Study), que foi desenvolvido para conhecer a prevalência de pessoas que sofre de IC no nosso país, revelou que 1 em cada 6 portugueses com mais de 50 anos tem IC, e que, desses, 90% não estavam diagnosticados, ou seja, não sabiam que tinham a doença. A prevalência de IC foi estimada com base numa amostra de cerca de 6200 pessoas com mais de 50 anos registadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Mais de 25 anos após a realização do último estudo nacional que avaliou a prevalência de IC na população portuguesa, verificou-se que o número das pessoas que vivem com a doença é bastante superior ao esperado.
Confirmou-se ainda que a IC é uma síndrome associada ao envelhecimento, com uma prevalência de 31 % nos maiores de 70 anos, sendo de 4% na faixa etária entre os 50 e os 59 anos. Apesar da prevalência da doença aumentar com a idade, a IC pode surgir em qualquer escalão etário, e exige cuidados ao longo da vida.
Os resultados deste estudo vêm alertar para a necessidade de modificar a abordagem da IC na população portuguesa, especialmente acima dos 50 anos. O avançar da idade associa-se a um aumento da suscetibilidade para a IC, e, dado o envelhecimento da população, a IC associada à idade representa um enorme desafio de saúde pública global na atualidade.
Um dos pontos mais importantes na abordagem da doença é o foco na prevenção, através da atuação nos fatores de risco que podem conduzir à IC, como a Hipertensão Arterial, a obesidade, e a Diabetes mellitus. Do ponto de vista individual, a melhor maneira de prevenir a IC é evitar as condições que contribuem para o risco de IC, como não fumar ou deixar de fumar, ter uma alimentação equilibrada, evitar o sedentarismo ou fazer exercício físico, e seguir os planos de prevenção e tratamento de outras doenças ou condições que constituem fatores de risco para a IC.
Outro foco importante é o diagnóstico precoce de quem já tem a síndrome, e não sabe, de modo a iniciar o tratamento e controlo da doença o mais cedo possível. Sinais de alerta são cansaço fácil, dificuldade em respirar, com limitação da atividade física ou necessidade de dormir com a cabeceira elevada, inchaço das pernas e pés e frequência cardíaca alta constante. Estes devem motivar uma consulta do seu médico assistente, que poderá pedir exames de diagnóstico que permitam fazer o diagnóstico de IC ou de outra situação clínica que cause sintomas semelhantes.
É possível prevenir a IC, diagnosticar mais cedo, tratar mais eficazmente e melhorar a qualidade de vida de quem tem IC.
No Dia Europeu da Insuficiência Cardíaca, assinalado a 3 de maio, lembro a dimensão do problema e para o que podemos fazer para Prevenir, Diagnosticar e Tratar de forma mais precoce e eficaz.
Patrícia Dias – Núcleo de Estudo de Insuficiência Cardíaca da SPMI
O concelho de Viana do Castelo volta a integrar a programação do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), que decorre entre 13 e 24 de maio, com a apresentação do espetáculo “Zombi Manifiesto”, no próximo dia 20 de maio, às 21h30, no Teatro Municipal Sá de Miranda.
O programa regional NORTE 2030 aprovou, em abril, 64,4 milhões de euros em investimentos no Norte do país, dos quais 36 milhões são cofinanciados por fundos europeus, no âmbito de 62 operações que abrangem 47 beneficiários.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou hoje a adjudicação da requalificação do Centro de Saúde de Barroselas à empresa classificada em segundo lugar no concurso público, após um parecer jurídico concluir que existiu um lapso nos serviços municipais relacionado com o prazo de pagamento da caução pela empresa inicialmente vencedora.
O AECT Rio Minho realizou duas sessões de trabalho no âmbito do projeto REDE_GOV_MINHO, cofinanciado pelo programa europeu Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021–2027, dedicadas à apresentação do plano de dinamização das futuras Agendas Urbanas do Rio Minho.
A Organização Regional de Viana do Castelo do Partido Comunista Português (PCP) realizou no passado dia 9 de maio a sua XII Assembleia, no Centro de Negócios e Congressos de Viana do Castelo.
A doença celíaca é uma doença crónica, de base imune, em que o consumo de glúten desencadeia uma reação do sistema imunitário que leva primariamente à lesão do intestino delgado. Esta entidade é diferente da alergia ao glúten e da “intolerância” ao glúten, das quais deve ser clínica e laboratorialmente distinguida.
Montemor-o-Velho recebeu mais uma edição do Campeonato Nacional Universitário de Canoagem, uma prova marcada pela maior participação de sempre e por elevado nível competitivo.