Conservar ou não conservar é a dúvida que paira entre os pais que são confrontados com as potencialidades clínicas das células estaminais do sangue do cordão umbilical.
Entre argumentos como a possibilidade de tratar mais de 80 tipos de doenças e de terem sido realizados mais de 60 mil transplantes ao longo de três décadas, compensa examinar o percurso e vantagens de se começar a traçar um plano B na saúde, logo ao nascimento.
O primeiro grande marco da história da criopreservação das células estaminais data o ano de 1988, quando foi realizado o primeiro transplante de sangue do cordão umbilical, no Hospital Saint-Louis, em Paris. Este transplante foi realizado numa criança de cinco anos, Mattew Farrow, portador de Anemia de Fanconi, uma doença hematológica rara que leva à insuficiência da medulo óssea e, portanto, com uma elevada taxa de mortalidade.
Atualmente, já adulto, o paciente encontra-se totalmente curado, mas sem o sangue do cordão umbilical da sua irmã a história teria tido outro desfecho. Em Portugal, só se começa a encarar esta hipótese já perto da mudança do século, quando é realizado o primeiro transplante, em 1994, no IPO de Lisboa, mas desde aí os resultados de sucesso não têm parado.
O transplante de sangue do cordão umbilical apresenta características 100% de compatibilidade com a própria pessoa e com os irmãos apresenta 75% de hipótese de ter algum tipo de compatibilidade (25% de compatibilidade total e 50% de compatibilidade parcial).
Assim, as células estaminais do sangue do cordão umbilical, quando conservadas, podem tratar doenças como leucemias, linfomas, anemias, doenças hereditárias do sistema imunitário, doenças metabólicas hereditárias e oncológicas. Apresentam ainda resultados no âmbito da Medicina Regenerativa, em condições do foro cardíaco, Alzheimer e Parkinson.
Existem sempre novos casos de sucessos a surgirem, mesmo em adultos. Como por exemplo, o caso anunciado pela Organização Mundial de Saúde como “Primeiro caso de cura de VIH após transplante de células estaminais.” Este ano foi divulgado que uma mulher de meia-idade de ascendência mestiça desenvolveu Leucemia Mieloide Aguda de alto risco após 4 anos de ter sido diagnosticada com sida.
Em 2017, foi realizado um transplante de células estaminais do cordão umbilical que apresentavam uma mutação que confere resistência ao vírus da sida. Este transplante foi complementado com a doação de medula óssea de um parente adulto. Após 100 dias do transplante, esta paciente não apresentava HIV detetável e após 37 meses do transplante, a paciente interrompeu a terapia. Desta forma, podemos ver que o sangue do cordão umbilical pode também ser aplicado em combinação com outros transplantes e terapias como neste caso. É de facto importante sublinhar, que neste caso, foi pela particularidade de as células estaminais do cordão umbilical não necessitarem de compatibilidade rigorosa e apresentarem resistência ao HIV que esta a paciente teve a hipótese de ser curada da leucemia e sida.
No entanto, a lista de terapias não termina por aqui e adiciona-se ainda o facto de o tempo não ser um fator de risco, já que existe uma disponibilidade imediata para recorrer às amostras de sangue e tecido. Destaca-se que tanto para a mãe como para o filho, a colheita é não invasiva e indolor e segura, além de que a recuperação pós-transplante tem um bom prognóstico, especialmente nas terapias com o próprio sangue, onde não existe qualquer perigo.
Este é o caso de Salvador, um menino autista português com seis anos, que fez um tratamento inovador, através de um procedimento com as suas células estaminais. A sua mãe, Liane Paixão, refere que, apesar dos resultados serem só visíveis após seis meses a um ano, ao fim de cerca de dois a três meses começou a notar melhoria dos sintomas de hiperatividade e que, entretanto, começou a falar.
Por este motivo, importa refletir que prevenir é melhor que remediar, quando falamos do nosso bem-estar e da nossa família. Nunca se sabe quando os problemas de saúde vão bater à porta e nem sempre os tratamentos convencionais são suficientes. Guardar ou não guardar o sangue do cordão umbilical? A resposta está a cargo de cada mãe e pai, contudo, é impossível ignorar os benefícios desta alternativa.
Andreia Gomes, Diretora Técnica e de Investigação e Desenvolvimento e Inovação da BebéVida.
A Escola Secundária de Monserrate brilhou no Parlamento dos Jovens ao vencer o Prémio Reportagem Nacional na categoria Multimédia. O trabalho premiado foi desenvolvido pela aluna Caetana Sílvia, que representou a escola na Sessão Nacional 2024/2025.
Um homem de 51 anos foi detido pela PSP na madrugada desta terça-feira após vandalizar o edifício do Tribunal de Viana do Castelo, localizado na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura reforçou esta semana a sua capacidade de resposta a emergências com a criação de uma segunda Equipa de Intervenção Permanente (EIP), que passa a contar com cinco novos bombeiros profissionais. Com esta expansão, o concelho passa a dispor de 10 elementos permanentes, elevando para 27 o total de profissionais ao serviço da população.
O Município de Arcos de Valdevez deu mais um passo na modernização dos serviços de limpeza urbana com a aquisição de duas novas viaturas de recolha de resíduos, destacando-se uma viatura 100% elétrica, destinada à recolha de biorresíduos verdes provenientes de jardins, parques e outros espaços públicos municipais.
A Câmara Municipal de Ponte de Lima vai colocar à venda, em hasta pública no dia 26 de janeiro de 2026, 19 lotes de terreno municipais localizados no Pólo Industrial do Granito das Pedras Finas, em Arcozelo.
O projeto Viana STARTS deu início a um ciclo de masterclasses internacionais com as cidades europeias parceiras de transferência — Brest (França), Brescia (Itália) e Las Palmas (Espanha) — reforçando a dimensão colaborativa e europeia do projeto.
Depois de uma estreia de grande sucesso em 2025, o Basketball International Games (BIG) – Monção está de volta para a sua segunda edição, que decorrerá entre 9 e 12 de julho, reunindo os escalões de Sub13 e Sub15, em masculinos e femininos.