O Dia Internacional das Lesões da Coluna Vertebral celebra-se, desde 2016, a 5 de setembro, por iniciativa da International Spinal Cord Society (ISCoS). Todos os anos, este dia serve de mote para refletir sobre um tema central relacionado com estas lesões.
Em Portugal, continuam a existir obstáculos significativos neste percurso. O acesso célere e adequado aos cuidados hospitalares após uma lesão vertebromedular é limitado, e a continuidade de cuidados, particularmente no que diz respeito à reabilitação, está longe de ser garantida. São ainda poucos os hospitais com equipas preparadas e disponíveis 24 horas por dia para responder a este tipo de trauma específico. Além disso, a referenciação dos doentes para centros especializados revela-se muitas vezes complexa, dependente de vagas que não estão prontamente disponíveis, o que obriga a prolongar a permanência hospitalar em unidades que não têm, por norma, os recursos ideais para assegurar uma reabilitação adequada. Isto implica uma ocupação prolongada de camas cirúrgicas, com impacto direto na resposta hospitalar global e na recuperação dos doentes.
Apesar dos esforços contínuos das administrações hospitalares e dos profissionais de saúde, que fazem o melhor possível com os meios disponíveis, a verdade é que é necessário fazer mais. É essencial que haja um reforço do investimento nesta área crítica, mas também um maior envolvimento da sociedade civil. Todos nós podemos contribuir, seja através do apoio financeiro a associações de hospitais e centros de reabilitação, seja pelo voluntariado junto dos doentes ou, de forma ainda mais impactante, promovendo a consciencialização para comportamentos de risco que podem ser evitados.
A prevenção continua a ser a forma mais eficaz de reduzir o número de lesões da coluna vertebral. Pequenas atitudes no quotidiano fazem toda a diferença. Na condução, é fundamental cumprir as regras de segurança rodoviária, respeitando os limites de velocidade, utilizando sempre o cinto de segurança e evitando o uso do telemóvel. No verão, os mergulhos são uma das principais causas de lesões graves na coluna, e devem ser sempre feitos com precaução: é indispensável verificar a profundidade da água, evitar saltos em zonas desconhecidas ou com visibilidade reduzida, e nunca consumir bebidas alcoólicas antes de mergulhar. No mar, deve entrar-se sempre de forma progressiva, e nas piscinas é importante escolher bem o local e cumprir todas as indicações de segurança.
Outro aspeto essencial prende-se com a prevenção de quedas, sobretudo entre a população mais idosa, onde a osteoporose aumenta a fragilidade óssea. Medidas simples como retirar tapetes soltos, substituir banheiras por bases de duche ou evitar subir a bancos ou móveis altos podem prevenir acidentes. Também em ambientes rurais, é importante evitar subidas a árvores. Em casos de marcha instável, o recurso a auxiliares como bengalas ou andarilhos deve ser incentivado, e escadas ou degraus devem merecer atenção redobrada.
Importa ainda lembrar que nenhum traumatismo deve ser desvalorizado. Se as queixas persistirem após uma queda ou acidente, deve procurar-se apoio médico especializado, de forma a garantir um diagnóstico precoce e evitar agravamentos. Paralelamente, manter uma vida ativa é um dos melhores investimentos na saúde da coluna. A prática regular de exercício físico, adequado à idade e à condição física de cada pessoa, contribui para o fortalecimento muscular e a mobilidade das articulações. Entre os mais velhos, atividades como caminhadas, pilates ou hidroginástica são particularmente benéficas, promovendo não só a saúde física, mas também o bem-estar geral.
Neste Dia Internacional das Lesões da Coluna Vertebral, o apelo é claro: é urgente apostar mais na prevenção, no acesso equitativo aos cuidados e na promoção de uma cultura de responsabilidade partilhada. Cuidar da coluna é, afinal, cuidar da nossa qualidade de vida.
Nelson Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral.
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