O futuro do planeta ganha-se ou perde-se no presente, pelo que a capacidade de agirmos coletivamente será determinante para o sucesso de medidas promotoras da almejada sustentabilidade social, económica e ambiental. O desenvolvimento harmonioso dos territórios, gerador de uma efetiva igualdade de oportunidades, surge, assim, como a premissa maior de um progresso civilizacional sonhado e desejado.

Atualmente, metade da população mundial vive em cidades e, em meados do século, dois terços residirá em urbes. Contrariar esta centralização e um êxodo rural impiedoso para aldeias e vilas ou gerir este aumento da centralidade sem comprometer a qualidade de vida é um exercício de governação exigente, para o qual ainda não se encontrou uma métrica virtuosa, cabendo a cada território agir de acordo com as suas especificidades.
Assim, projetar o futuro, antevendo e antecipando os desafios, é fundamental para ganhar terreno e preparar os territórios para uma relação simultânea de cooperação e de competição pela fixação de pessoas, empresas e serviços. A construção de um modelo de sociedade mais participativa, ecológica e progressista, que privilegia o bem
estar, a inovação e o desenvolvimento sustentável, é bem acolhida pelas populações e reivindicada pelas jovens gerações.
Em Viana do Castelo está a acontecer uma transformação, que paulatinamente tem despoletado novas formas de sentir e viver um concelho de todos e para todos, com os olhos postos no futuro, pois, pensar além do nosso tempo, é crucial para alcançar o progresso e uma condição essencial para quem decide, que exige uma elasticidade de pensamento e de planeamento, que por vezes é pouco entendido ou de difícil perceção face aos ganhos, a médio e a longo prazo. É nesta senda que assistimos ao vingar de um projeto para Viana do Castelo, que contempla uma perspetiva holística do desenvolvimento sustentado deste concelho, assente na ideia de que “a melhor forma de prever o futuro é criá-lo”.
A projeção de Viana do Castelo no Norte de Portugal e na Galiza é nada mais do que reflexo de uma ação planeada e consequente, que tem entre os seus indicadores a pertença deste concelho ao top ten dos municípios mais exportadores do norte de Portugal e a presença num ranking anual da Bloom Consulting que considerou Viana do Castelo como um dos melhores municípios para viver, visitar e fazer negócios. A estratégia de crescimento económico, alicerçada no setor automóvel, na indústria do papel e na economia do mar, a par de um regime de incentivos municipais aliciante, têm-se revelado ganhadora e um bom desafio para acolher as muitas empresas que se querem instalar ao longo do estuário do rio Lima.
A vontade e ambição de fazer de Viana um concelho vanguardista e progressista está bem presente na criação de um centro internacional para as energias renováveis offshore, que junta o município, a academia e as empresas num projeto catalisador da inovação nas energias eólicas no mar, no qual Viana do Castelo já é um farol.
Entre os desafios do mundo moderno, o futuro de Viana do Castelo certamente não passará ao lado da inevitável transição digital, que ganhou um novo folgo durante a crise pandémica, que acarreta riscos e oportunidades, que são preciso acautelar e aproveitar. A inclusão de todas e todos na digitalização de serviços municipais e acesso à tecnologia são ainda hoje uma barreira à qual devem continuar a ser criadas respostas, para que ninguém fique para trás, certos de que literacia digital é inclusão social. Em contrapartida, o digital eliminou a periferia e o centralismo, favorecendo a agilidade de serviços e o trabalho em qualquer lugar com um ponto de ligação à internet, posicionando Viana do Castelo como um município aliciante para os nómadas digitais. A ação perante esta revolução ganha respaldo na pioneira “Agenda Digital de Viana do Castelo” que organiza a estratégia e define um caminho, criando o conceito de espaços digitais capazes de transformar para melhor o dia a dia dos vianenses.
A transição verde, que surge como uma prioridade mundial com atraso, exige uma ação conjunta de todos, sob o lema pensar global, agir local, para agirmos na mitigação do impacto das alterações climáticas, bem como na criação de espaços mais ecológicos e sustentáveis no concelho, tendo no Plano Municipal da Ação Climática e na Estratégia Municipal de Ambiente e Sustentabilidade, em construção, um itinerário. Neste eixo, a mobilidade suave é parte da solução pelo que a criação de uma travessia ciclável e pedonal sobre o rio Lima, que é hoje necessária e reclamada, iria garantir, por um lado, a ligação da ecovia litoral com a ciclovia urbana, potenciando a coesão territorial, e, por outro lado, promoveria a consciencialização das populações para opções de transporte menos poluentes, em busca da neutralidade carbónica, que o Plano Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável, em desenvolvimento, pretenderá certamente contribuir.
O compromisso de Viana do Castelo com o futuro é, assim, a garantia da prosperidade de um concelho que se afirma pelas suas tradições, identidade e património, pela capacidade de inovação dos seus agentes e pelos arrojados modelos de governança nos quais a criação conjunta de políticas públicas se faz entre cidadãos e agentes políticos, comprometidos com a construção de uma comunidade na qual cada uma e cada um possa concretizar o seu projeto de vida.
Acredito, convictamente, que o vingar de projetos visionários como este e que a conquista de melhores resultados, dependerá da nossa disponibilidade para sermos parte e participarmos no agora, porque o futuro é já amanhã, e dependerá daquilo que fizermos no presente.
Tiago Manuel Rego
A apresentação do livro “Sociedade Ansiosa”, do psiquiatra Pedro Morgado, marcou o encerramento da Semana da Promoção da Saúde Mental de Paredes de Coura, numa sessão que encheu a Biblioteca Municipal.
Os seis municípios acionistas da Resulima contestam o aumento previsto dos custos de gestão e tratamento de resíduos urbanos em 2027, que deverá rondar os 25%. As autarquias consideram a subida excessiva e alertam para a possibilidade de os encargos se refletirem nas tarifas pagas pelas famílias.
O distrito de Viana do Castelo registou a segunda maior percentagem de casas vendidas em menos de sete dias no terceiro trimestre de 2026. Segundo uma análise do portal imobiliário idealista, 18% dos imóveis anunciados para venda no distrito foram vendidos nesse prazo, acima da média nacional de 12%.
A Distrital do CHEGA de Viana do Castelo denunciou atos de vandalismo contra outdoors do partido na cidade e anunciou que vai apresentar queixa junto das autoridades policiais.
Um homem de 25 anos foi detido pela GNR, no dia 14 de outubro, no concelho de Caminha, por suspeita de tráfico de estupefacientes. A operação permitiu apreender 1 180 doses de haxixe, armas e 695 euros em numerário.
A ilustradora Teresa Silva, conhecida como “Moça da Ribeira”, inaugura, no dia 30 de outubro, às 17h00, a exposição “Filha do Minho: Arte e Legado”, na Oficina Cultural da Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC). A mostra reúne ilustração, etnografia e memórias familiares e ficará patente até janeiro de 2027.
O vianense Henrique Correia, atleta do Viana Taurino Clube, sagrou-se campeão europeu de bilhar na variante de Straight Pool, conquistando o seu 15.º título continental em 15 anos de competição europeia.