“No futebol, em primeiro lugar, dever-se-ia educar a pessoa como pessoa e não como futebolista.”

“No futebol, em primeiro lugar, dever-se-ia educar a pessoa como pessoa e não como futebolista.”
Johan Cruyff
No términus de mais uma época desportiva, urge alertar, todos os intervenientes, que a prática desportiva vai muito para além do mero exercício físico.
Mais importante do que as ideias de jogo ou métodos de treino, são ou deveriam ser, os valores humanos. Perante alguns exemplos, demasiados até, observados semanalmente, onde prevalece a deterioração de valores nos comportamentos, da maioria dos intervenientes, vulgo agentes desportivos, reveste-se de vital importância a análise desta temática.
Converge-se para a ideia de que tudo vale para chegar ao sucesso, onde, competir é ganhar a todo custo e qualquer custo. A agressividade atinge patamares de grande preocupação, nomeadamente, nos escalões mais jovens. Nos últimos tempos, a violência verbal, agravou-se de tal forma que passou para a violência física. Em Espanha, na Alemanha, em Portugal, registaram-se um sem número de casos, que foram devidamente noticiados na comunicação social, cada vez mais ávida e necessitada deste tipo de notícias.
“O desenvolvimento, incluindo o desenvolvimento do futebol, depende também da dimensão cultural e ética dos seus agentes e não pode reduzir-se a um projeto meramente desportivo.”
José Mourinho
Sendo transversal a todos os desportos, a violência, assume no futebol contornos preocupantes. Todos os fins de semanas recebemos relatos de agressões a árbitros, jogadores, adeptos, etc., resultantes, na sua maioria, do lema “tudo vale para ganhar”. Assume ainda uma maior gravidade, que seja nos jogos de escalões de formação que se verifiquem a maioria destes casos. Infelizmente, os pais, treinadores e diretores, sem qualquer compreensão pedagógica daquilo que é o desporto, são, na sua maioria, os principais causadores destas situações.
Será que as qualidades futebolísticas estão dissociadas das qualidades humanas? Pensarão os pais, treinadores e diretores que um jovem bem formado, educado, e com bom carácter não poderá, simultaneamente, ser um atleta de excelência?
Ao contrário do que se possa pensar, a grande mudança comportamental não é ao “nível do relvado”. É nas bancadas e, por vezes, no banco de suplentes, que se verifica o principal foco de dispersão e agressividade. Basta passar uma manhã, num recinto desportivo, para rapidamente nos apercebermos da quantidade de atitudes inacreditáveis daqueles que deveriam ser o exemplo para os seus educandos. Desde chamadas de atenção constantes para os filhos, agressões verbais para árbitros e adversários, tudo ou quase tudo pode acontecer.
Entender que é necessário, haver policiamento em jogos de sub14 (iniciados), é, na minha opinião, atingir um limite inaceitável e inimaginável.
Não é difícil perceber onde está a raiz do problema. Na realidade e até pelas posições que ocupam, uns podem ser mais culpados que outros, no entanto, considero que todos somos culpados.
A solução passará por cada vez mais, se promover e defender as Lideranças Éticas. Quem está à frente de um projeto desportivo, seja qual for a função, deverá sempre fazer prevalecer a liderança ética, ou seja, ensinar a criança ou jovem atleta a saber ganhar e perder, sobretudo a saber perder, momento mais delicado da competição.
Como chamada de atenção aos formadores/treinadores: nunca coloquem o resultado acima de qualquer processo. A Ética e os Valores no desporto devem ser ensinados e valorizados. Urge uma mudança radical na nossa cultura desportiva. Reeduquemos, portanto, todos os intervenientes no fenómeno desportivo nacional, principalmente pais e dirigentes, que por norma, são aqueles que têm menos formação desportiva.
Paulo Gomes
O ManifestAM – Movimento Cívico Apartidário do Alto Minho vai iniciar, este sábado, 31 de outubro, as “Jornadas Populares pela Habitação”, com início marcado para as 14h30, na Praça da República, em Viana do Castelo.
O escritor Pedro Chagas Freitas participa, no dia 5 de novembro, em Viana do Castelo, numa conversa dedicada à experiência de quem cuida e ao papel das instituições e da comunidade. A iniciativa assinala o Dia Nacional do Cuidador Informal e decorre entre as 18h00 e as 19h30, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal, com entrada gratuita.
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a alertar a população sénior para a importância de detetar e tratar precocemente as doenças das válvulas cardíacas. Cansaço, falta de ar e dificuldade em realizar tarefas habituais são sinais que podem ser associados ao envelhecimento e atrasar o diagnóstico.
A VianaFestas vai realizar dois workshops de cerâmica e pintura de azulejo, a 7 de novembro e 12 de dezembro, no Hotel AP Dona Aninhas, em Viana do Castelo. As sessões integram o ciclo “Somos Todos Romaria” e têm inscrições abertas, com um limite de 15 participantes cada.
Flávio Fernandes, estudante de Engenharia Informática da Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC), e Hélder Gonçalves, antigo aluno do mesmo curso, conquistaram o primeiro lugar no Hack4Guimarães 2035 e venceram o desafio TexVitrus, da Vitrus Ambiente, com uma plataforma que permite planear a recolha seletiva de resíduos têxteis.
Um painel publicitário instalado na Rua de São João, na zona da Abelheira, em Viana do Castelo, anuncia um novo hospital do grupo Trofa Saúde.
O Município de Viana do Castelo promove, pelo sétimo ano consecutivo, o programa “Reflorestar com Identidade”, que disponibiliza árvores de espécies autóctones a proprietários florestais, incentivando uma gestão mais sustentável e a diversificação da floresta no concelho.