A velocidade com que a humanidade vive o quotidiano é alucinante. As efemérides sucedem-se, as comemorações são várias e solenes, mas o facilitismo com que viramos a página sem a modificação das nossas ações é alarmante, sobretudo numa época em que são vários os recursos disponíveis para fazer percorrer novos rumos. Este ano, o tema escolhido para a comemoração do dia 28 de julho, Dia Mundial das Hepatites Virais, não podia, no meu entender, ser mais adequado: é hora de agir!
Grandes têm sido os esforços encetados para a erradicação das Hepatites B e C, capazes de evoluir para a cronicidade e de causar cirrose e cancro do fígado. Apesar disso, a cada 30 segundos uma pessoa morre vítima de alguma complicação relacionada com as hepatites. Um dos principais passos para a mitigação destas doenças foi a criação da vacina contra a hepatite B pelo cientista Dr. Baruch Blumberg nascido precisamente nesta data e vencedor do Prémio Nobel devido a esta importante descoberta. Não obstante, a nível mundial, menos de 50% das crianças são vacinadas nas primeiras 24h de vida, como se preconiza. Muitos grupos de risco, como os viajantes, os doentes com doenças hepáticas crónicas ou sob imunossupressão, não estão também vacinados. A vacinação é altamente eficaz na prevenção da doença e os seus riscos são desprezíveis pelo que é fundamental uma aposta numa cobertura vacinal mais universal.
A hepatite C não dispõe de vacina, mas temos neste momento ao nosso dispor fármacos de elevada potência e com efeitos secundários mínimos, capazes de prevenir as complicações acima mencionadas quando a administrados antes do desenvolvimento de doença hepática significativa, nomeadamente fibrose avançada e cancro do fígado. Dos dados disponíveis, sabemos que nos últimos anos a comunidade médica e civil em Portugal tem sido capaz, através de esforços consideráveis para chegar às populações mais vulneráveis, de manter um número de tratamentos constante, impedindo os riscos para o doente individual e mitigando o contágio.
Apesar de estas duas formas de hepatite serem as que têm merecido mais atenção dada as suas complicações potenciais, neste dia, é meu desejo deixar também uma palavra sobre a hepatite A e E. A primeira, de transmissão fecal oral, tem sido responsável por alguns surtos em Portugal na última década, sem mortalidade significativa associada, mas com morbilidade importante e por vezes necessidade de internamento. Está disponível também a vacinação contra esta doença pelo que esta deve ser considerada a todos os grupos de risco ou a quem o desejar. A hepatite E, endémica na Europa neste momento, é uma preocupação sobretudo em grávidas e em doentes imunodeprimidos (doentes com doenças oncológicas, com doenças autoimunes, transplantados, etc). Nos países subdesenvolvidos, transmite-se sobretudo por via fecal oral e não evolui par a cronicidade mas é capaz de produzir uma mortalidade de até 25% nas grávidas. Na Europa, a doença é sobretudo transmitida através de carne porco ou javali malcozinhada e pode evoluir para formas crónicas nos doentes mais vulneráveis e até causar falência hepática aguda. O consumo destes produtos deve ser evitado, sobretudo em doentes com os fatores de risco já mencionados.
A variabilidade das hepatites virais não nos deve confundir ou paralisar. É hora de agir e felizmente temos já disponíveis algumas armas de alta eficácia para diminuir a morbimortalidade destas doenças. A primeira e talvez a mais importante, será sempre a informação!
Rita Serras Jorge – Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado da SPMI
O Vale do Lima celebrou ontem, dia 6 de março, o encerramento do ciclo da Região Europeia da Gastronomia e Vinho 2025, com uma gala que reuniu música, tradição e sabores locais. O evento decorreu no Pavilhão de Feiras e Exposições – Expolima, em Ponte de Lima, e teve entrada livre.
A Comissão Organizadora da Romaria de Santa Marta vai levar a cabo uma viagem de autocarro a Montalegre na sexta-feira, 13 de março. A partida está marcada para as 17h00, no Cruzeiro de Santa Marta de Portuzelo.
O Município de Vila Nova de Cerveira acolheu nos dias 3 e 4 de março o primeiro meeting internacional do projeto Olympics4All – Active Ageing for Inclusive Communities, aprovado no âmbito do Programa URBACT IV e financiado pela União Europeia. O encontro reuniu representantes de oito cidades europeias parceiras, reforçando o compromisso de replicar boas práticas de envelhecimento ativo e inclusão social.
O Sporting garantiu esta sexta-feira a presença na final four da Liga dos Campeões de futsal, após vencer o Benfica por 7-4 no jogo da segunda mão dos quartos de final. A partida disputada no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, confirmou a reviravolta dos “leões”, que tinham perdido o primeiro encontro por 4-3.
Viana do Castelo será o palco da VII Convenção Anual de Treinadores da Confederação Europeia de Voleibol (CEV), marcada para os dias 12 a 14 de junho. Desde 2019, o encontro tem reunido treinadores e professores de Educação Física de toda a Europa, consolidando-se como uma plataforma essencial para o desenvolvimento do voleibol de base.
A Juventude Viana desloca-se este sábado, 7 de março, ao Pavilhão Amável dos Santos Pereira, em Valado dos Frades, para defrontar o Sporting Clube Marinhense, em jogo da 19.ª jornada do Campeonato Nacional da II Divisão – Zona Norte. A partida está marcada para as 18h00.
As celebrações do Dia da Mulher em Paredes de Coura vão muito além de um único evento. Entre música, conversas e atividades culturais, o município preparou uma programação diversificada para assinalar a data, que simboliza a luta histórica e social das mulheres por igualdade, dignidade e justiça.