Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é caraterizada pela obstrução e/ou bloqueio persistente das vias aéreas. Esta obstrução pode ocorrer através de um enfisema, de bronquite crónica ou de ambos causando dificuldade respiratória. A obstrução brônquica pode ser irreversível ou parcialmente reversível através de tratamento. Andreia Gomes - Diretora Técnica e de Investigação e Desenvolvimento e Inovação da BebéVida

Esta doença tem como causas a poluição aérea, infeções respiratórias na infância e fatores genéticos. A causa mais comum é o consumo de tabaco uma vez que o fumo estimula a produção de muco e a obstrução da via aérea.
O tratamento passa pelo uso de broncodilatadores, oxigénio, fisioterapia respiratórios, entre outros. Apesar de ter tratamento, a DPOC é ainda uma das principais causas de diminuição da qualidade de vida e de mortalidade a nível mundial. Devido à exposição contínua aos fatores de risco e ao envelhecimento populacional, está previsto um aumento do impacto da DPOC nas próximas décadas.
Tudo isto conta para que sejam estudadas novas formas de combate à DPOC e que permita a reversão da doença. Neste sentido, já se contam com várias investigações pré-clínicas e clínicas realizadas ao longo dos anos, para perceber o papel das células estaminais do cordão umbilical como agente terapêutico na DPOC. Em 2023, um destes estudos pré-clínicos demonstrou que a infusão de células estaminais de cordão umbilical foi capaz de diminuir eficazmente o enfisema pulmonar, a alterar o perfil inflamatório, o que pode ser justificado pela capacidade imunomodulatória das células estaminais, associada à capacidade de “homing” destas células (capacidade de migrarem para os locais lesionados e com inflamação).
Estes estudos têm apresentado resultados promissores o que fez com que se avançasse para a fase dos ensaios clínicos. Um exemplo, é o ensaio clínico que foi conduzido por Le Thi Bich et al, em que 20 doentes com DPOC foram tratados com uma infusão de células estaminais mesenquimais de tecido de cordão umbilical. Após 6 meses, os autores observaram que a incidência de DPOC, o score “Modified Medical Research Council” e o número de agravamentos foram significativamente menores nos pacientes submetidos ao transplante de células estaminais de cordão umbilical do que nos pacientes que não o fizeram. Para além disso, nenhuma toxicidade ou efeitos adversos relacionados com a infusão das células ocorreu durante o processo de administração e de “follow-up”.
De facto, o interesse dos efeitos benéficos das células estaminais do cordão umbilical na DPOC ainda continua bastante presente na atualidade. Para além de todas as investigações realizadas até agora, atualmente, na China, Vietname, Antigua e Barbuda, decorrem 3 ensaios clínicos que avaliam os efeitos das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical no tratamento da DPOC. Isto demonstra que o papel das células estaminais do tecido do cordão umbilical na DPOC é pertinente e é importante continuar a avaliar e estudar os seus efeitos para que se consiga traduzir, no futuro, um potencial tratamento.
Assim podemos concluir que todas as linhas de investigação, pré-clínica e clínica, sugerem que as células estaminais mesenquimais provenientes do tecido do cordão umbilical podem vir a ser um método de tratamento seguro e eficaz para a DPOC moderada a grave, acentuando cada vez mais a sua importância e relevância clínica.
Viana do Castelo volta a marcar presença na Feira Internacional de Artesanato (FIA), que decorre entre 27 de junho e 5 de julho, na FIL – Parque das Nações, em Lisboa, reforçando a promoção turística, cultural e artesanal do concelho naquele que é considerado o maior certame de artesanato da Península Ibérica e o segundo maior da Europa.
A Águas do Alto Minho está a investir cerca de 730 mil euros na modernização de infraestruturas de saneamento nos concelhos de Caminha e Valença, numa intervenção que visa aumentar a eficiência operacional dos sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais e reforçar a qualidade do serviço prestado às populações.
Terminou esta terça-feira a tradicional marcação dos cavalos Garranos na Serra de Santa Luzia, uma operação anual que envolveu criadores, técnicos e colaboradores da Associação de Criadores de Garranos e Barrosã de Santa Luzia, com sede em Outeiro, no concelho de Viana do Castelo.
O Fórum Cultural das Neves, em Vila de Punhe, acolheu no passado dia 20 de junho uma mesa-redonda dedicada ao tema “Territórios UNESCO – O desafio do Aspirante Geoparque Litoral de Viana do Castelo”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Viana do Castelo em parceria com a Junta de Freguesia de Vila de Punhe.
A Câmara Municipal de Valença vai transferir cerca de 1,4 milhões de euros para as 11 juntas de freguesia do concelho ao longo de 2026, no âmbito do Acordo de Apoio ao Investimento nas Freguesias, recentemente formalizado entre o município e os autarcas locais.
Vila Nova de Cerveira recebe, entre os dias 24 e 28 de junho, a 22.ª edição do Festival Dancerveira, iniciativa promovida pela ADEIXA – Associação de Dança do Eixo Ibérico Atlântico, com o apoio do Município cerveirense. O evento volta a afirmar-se como uma das principais referências da dança na região, reunindo participantes de Portugal, Espanha e Brasil num programa que alia formação, espetáculo e intercâmbio cultural.
A Seleção Nacional conquistou esta terça-feira a primeira vitória no Campeonato do Mundo de 2026, ao derrotar o Uzbequistão por expressivos 5-0, em encontro da segunda jornada do Grupo K disputado em Houston, nos Estados Unidos.