A diabetes mellitus afeta 422 milhões de pessoas em todo o mundo e provoca 1,5 milhões de mortes anuais, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em Portugal, a situação é igualmente preocupante, com cerca de um milhão de pessoas a viver com esta condição, tendo este número vindo a aumentar significativamente nas últimas décadas. Aponta-se que entre 65% e 70% das pessoas com diabetes podem também sofrer de problemas no fígado.
A diabetes caracteriza-se pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e a sua relação com as doenças hepáticas revela uma ligação complexa que merece especial atenção. Existem vários tipos de diabetes, sendo os mais comuns a diabetes tipo 1 e a diabetes tipo 2, existindo também a diabetes gestacional e outros tipos menos comuns. A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que destrói as células produtoras de insulina no pâncreas. A diabetes tipo 2, por sua vez, está fortemente ligada a comportamentos e a dietas não saudáveis, e a diabetes gestacional ocorre durante a gravidez, normalmente resolvendo-se após o parto.
A relação entre estas duas condições pode manifestar-se em ambos os sentidos. Primeiro, a diabetes pode surgir como uma complicação da cirrose hepática, pois a insuficiência hepática pode alterar o metabolismo da glicose (açúcares) e provocar diabetes. A diabetes pode dificultar o tratamento de infeções e aumentar a morbimortalidade em doentes com cirrose. Além disso, a diabetes pode exacerbar a gravidade de doenças hepáticas como a doença hepática alcoólica e o cancro hepático.
Por outro lado, a diabetes tipo 2 é por si só um fator de risco significativo para o desenvolvimento de doença hepática. Os diabéticos tipo 2 frequentemente enfrentam problemas como obesidade, hipertensão e níveis elevados de gorduras no sangue. A resistência à insulina, uma característica da diabetes tipo 2, resulta na libertação de ácidos gordos que se acumulam nas células do fígado, levando à esteatose hepática, também conhecida como fígado gordo. Esta condição pode provocar inflamação crónica e evoluir para formas mais graves de doença hepática, incluindo cirrose e cancro do fígado.
O tratamento eficaz da diabetes em conjunto com as doenças hepáticas requer uma abordagem multidisciplinar que envolva especialistas em ambas as áreas. No entanto, a prevenção continua a ser a melhor estratégia, com a adoção de uma dieta saudável e a prática regular de exercício físico a desempenharem papéis cruciais na prevenção dessas condições interligadas.
No âmbito do Dia Mundial da Diabetes, assinalado a 14 de novembro, deixamos o lembrete para que reconheça a importância de uma abordagem integrada para o tratamento da diabetes e das doenças hepáticas, contribuindo para manter o equilíbrio e a saúde a longo prazo. A adoção de uma dieta equilibrada, a prática regular de exercício físico e a realização de consultas médicas periódicas são fundamentais para prevenir e gerir ambos os problemas.
Arsénio Santos, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF).
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A Praça Fernão de Magalhães recebeu o VII Encontro de Reis, iniciativa que levou à vila de Ponte da Barca um momento de celebração da música tradicional, da memória coletiva e das tradições populares.
O Padre Renato Oliveira, sacerdote da Diocese de Viana do Castelo, realizou na terça-feira, dia 13 de janeiro, a defesa da sua tese de doutoramento no Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo, em Roma.
Ponte da Barca vai receber, até 13 de fevereiro, a exposição de fotografia de Rosalina Santos, que estará patente nos Paços do Concelho. Serão apresentadas 39 peças fotográficas que procuram transmitir os momentos vividos durante o percurso feito na mina de Freixo de Numão, em Vila Nova de Foz Côa.
O Cine Teatro João Verde, em Monção, volta a receber o jazz contemporâneo com o concerto de DUK, marcado para o dia 6 de fevereiro de 2026, às 21h30. O espetáculo insere-se na programação cultural do equipamento municipal e promete atrair apreciadores de novas linguagens do jazz.
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