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Opinião

OPINIÃO: “Cronicando” em palavras

1 Agosto, 2024 | 11:55
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Ana Ribeiro
1 min. leitura

Há hábitos antigos arrastados pela juventude, talvez não pelo tempo que, irremediável e felizmente, vai passando, mas pela jovialidade da experiência do viver...

Aquelas palavras que lançamos em papel, amarelecido pelo tempo, esquecido ali e acolá, de tão arrumadinho que foi…
As páginas que foram sendo criadas, acompanhando os novos tempos, sem saber bem como, na ingénua busca da coragem da partilha das palavras que, juntas, formavam textos com sonoridade de poesia, libertadores de emoções e expressões simples de momentos…
Quem já experimentou pegar numa caneta e papel, fechar os olhos para, logo de seguida, dar azo à liberdade da escrita, entenderá o que quero dizer…
É um mundo fantástico, porque além da realidade, do visível, podemos transmitir ao mundo a fantasia, a imaginação e o ser criativo que nos permite ser muito além de um corpo.
A magia de nos envolvermos com a essência da palavra que nos transporta para além do aqui e agora, é o eternizar de histórias que nos avivam memórias ou arrastam suavemente para outros tempos, por vezes com cheiros, sensações promovidas pela intimidade atrevida da forma como se escreve…
Há o outro lado, aquele que nos leva a enfrentar a nossa humanidade quando, de forma ténue, escorre uma lágrima e, de soslaio, limpamos com a ponta do dedo o canto do olho… Se estamos na rua, procuramos avidamente os óculos de Sol como disfarce do sentir!…
Ahhh!! Humanos!!…
Tantas vezes não sei se ria ou chore pelos cantos dos pensamentos que surgem, como o imediato reflexo do que os olhos vêem e o corpo reage pela energia que circula.
E é pelas palavras escritas que, quem escreve por apelo de alma, se consegue ler a si mesma, ano após ano. E um dia, ao encontrar palavras gastas pelo tempo em um qualquer caderno, faz aquela pergunta: “De que forma evoluí?” ou “Como cheguei até aqui?”
E sorrio pelo canto do lábio, lançando um olhar  perdido ao horizonte, como que à procura de respostas, nem sempre fáceis de encontrar.
Por isso, escrevo da melhor forma que sei… Com alma…
Ana Ribeiro, Presidente da Associação de Transplantados de Portugal

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