A dor lombar é muito comum e atinge cerca de dois terços dos adultos em algum momento da vida. Apesar disso, menos de 5% dos casos estão associados a doenças dos discos da coluna. Entre estas, a hérnia discal é a mais conhecida e ocorre quando o material do disco intervertebral se desloca para fora da sua posição habitual, podendo comprimir nervos e causar dor lombar ou ciática.
A dor pode irradiar para a perna, provocar formigueiro, fraqueza e limitar movimentos simples do dia‑a‑dia. A maioria melhora sem cirurgia, mas o impacto físico e emocional é grande, sobretudo nas mulheres, em quem a doença é frequentemente subestimada.
Entre os 30 e os 50 anos, idade de pico de ocorrência, as mulheres acumulam múltiplas jornadas: trabalho, casa, filhos, pais, responsabilidades que raramente se partilham por igual. Nas profissões fisicamente exigentes como limpezas, indústria, agricultura, lares e hospitais, a carga sobre a coluna é diária. A isso somam‑se fatores biológicos: gravidez, menopausa e alterações hormonais que afetam a força e estabilidade dos tecidos da coluna.
Durante a gravidez, o corpo adapta‑se para acolher o bebé: aumenta o peso, muda o centro de gravidade, crescem a curvatura lombar e a flexibilidade das articulações. São transformações naturais, necessárias, mas que exigem esforço do sistema músculo‑esquelético. Embora as hérnias discais durante a gestação sejam raras, a dor lombar é quase universal e, em muitos casos, prolonga‑se depois do parto.
Com o avançar da idade, a situação agrava‑se. Estudos mostram que o estreitamento dos discos é mais rápido e acentuado nas mulheres, particularmente após os 70 anos. A diminuição dos estrogénios durante a menopausa acelera o desgaste discal, o que se traduz em mais dor, menos mobilidade e maior limitação.
Apesar de tudo isto, muitas queixas continuam a ser interpretadas como “psicológicas”. É frequente ouvir que a dor “é do cansaço” ou “é nervoso”. Ora, compreender as causas reais da dor lombar é um passo fundamental para tratá‑la de forma adequada — com avaliação clínica, fisioterapia, exercício orientado e educação sobre o movimento e o corpo.
A cirurgia deve ser exceção, reservada a casos em que a dor é incapacitante ou existe compressão neurológica. Para a maioria, a recuperação faz‑se com base em programas conservadores, controlo da dor, fisioterapia, programas de exercício adaptado e educação sobre a condição, regresso gradual à atividade física e atenção à postura e ao equilíbrio muscular.
Neste Dia da Mulher, é tempo de olhar para a dor lombar não como um “mal menor”, mas como um problema de saúde que afeta a autonomia e a qualidade de vida de milhões de mulheres.
Por João Moreno Morais, Serviço Ortopedia ULS Coimbra, CUF Coimbra, Leiria e Viseu.
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