Viana do Castelo é, neste ano de 2025, capital da cultura do Eixo Atlântico, uma associação formada por municípios do Norte de Portugal e da Galiza que visa fomentar a cooperação transfronteiriça.
A abertura oficial do evento – que promove a criação cultural de artistas e criadores do Norte de Portugal e da Galiza – teve lugar no passado dia 17 de fevereiro, no Centro Cultural de Viana do Castelo, com o espetáculo multidisciplinar «Mar Adentro», que juntou Daniel Pereira Cristo, Xabier Díaz e diversos agentes culturais de Viana do Castelo, numa noite memorável. Ao longo deste ano, serão muitas as iniciativas que a cidade oferecerá, designadamente espetáculos de teatro, cinema, concertos, festivais de arte urbana, exposições, certames gastronómicos, entre outros.
Por conseguinte, poderá dizer-se que Viana do Castelo, ao longo deste ano em particular, proporcionará, a cada cidadão, a oportunidade de redescobrir a importância da cultura, nas suas diversas expressões, a qual «não é um luxo, mas uma necessidade do espírito» (Papa Francisco, Homilia no Jubileu dos Artistas e do Mundo da Cultura, 16-02-2025).
Este apelo a viver e a sentir a cultura como uma «necessidade do espírito» ressoa, com particular intensidade, no contexto em que nos encontramos. Na verdade, vivemos numa época de crises complexas, que são económicas e sociais, mas, antes de mais, crises de alma, crises de sentido. Estamos mergulhados num tempo em que se erguem novos muros e em que as diferenças, tantas vezes, se tornam um pretexto para a divisão, em vez de serem uma oportunidade de enriquecimento recíproco. Nestas circunstâncias, a cultura torna-se especialmente necessária, pois tem a capacidade de construir pontes, de criar espaços de encontro e de diálogo, ajudando a humanidade a não se desnortear e a discernir, adequadamente, no meio dos ecos do mundo (Cf. Papa Francisco, Homilia no Jubileu dos Artistas e do Mundo da Cultura, 16-02-2025).
Efetivamente, a cultura possibilita superar barreiras e preconceitos, aproximar territórios e pessoas. A cultura não permite localismos fechados em si mesmos, mas dá-nos a possibilidade de olhar para o mundo como um grande mosaico, composto por diferentes tesselas que, sem se confundirem, formam uma unidade.
Neste sentido, a cultura é profética. Convida a uma lógica de interdependência e de complementaridade. Ensina que o ser humano é um ser com os outros e para os outros. Interpela a nos descobrirmos sempre e cada vez mais como corpo. Desafia a colocar as diferenças ao serviço da unidade. Por isso, sempre precisámos e sempre precisaremos da cultura, enquanto veículo privilegiado que permite ao ser humano descobrir-se na verdade mais profunda da sua existência. Contudo, hoje, precisamos especialmente.
Pe. Renato Oliveira.
No âmbito das comemorações dos 900 anos da fundação da vila de Ponte de Lima, o Centro de Interpretação do Território (CIT) organiza, no próximo dia 24 de janeiro, às 14h00, um atelier dedicado à confeção artesanal da broa de milho, em forno antigo a lenha.
A Juventude Viana entra em ação esta noite, recebendo o Termas OC às 21h30, no Pavilhão José Natário, em jogo da 13.ª jornada do Campeonato Nacional da II Divisão de hóquei em patins.
O Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social assinaram um protocolo de colaboração com o objetivo de reforçar a ligação entre investigação académica, políticas públicas e desenvolvimento sustentável no Alto Minho.
O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana realizou, esta semana, uma sessão especial no âmbito das suas Oficinas Regulares de Teatro, substituindo o trabalho habitual de palco por um momento de conversa e reflexão entre os participantes.
O futsal feminino do Alto Minho entra hoje na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, com dois jogos de destaque.
Viana do Castelo vai receber, no próximo 19 de fevereiro, uma sessão do ciclo nacional “Tratar o Cancro por Tu”, iniciativa do IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto que pretende aproximar cientistas e cidadãos e esclarecer mitos sobre o cancro, uma doença que hoje é cada vez mais controlável. Segundo o investigador Manuel Sobrinho Simões, dois terços das pessoas diagnosticadas com cancro já não morrem da doença.
Está patente ao público, na Sala Dr. Francisco Sampaio (Piso 0) do Museu do Traje, a emblemática pintura “Tipo Minhoto – Les Yeux Rieurs”, de Henrique Medina, uma obra a óleo sobre tela datada de 1959.