Com a chegada da primavera, os passeios ao ar livre com cães tornam-se mais frequentes e prolongados, mas também aumentam os riscos de contacto com substâncias, plantas e objetos potencialmente perigosos para a saúde dos animais.

Segundo especialistas, esta é uma altura do ano em que a curiosidade natural dos cães os leva a explorar mais o ambiente, o que pode resultar na ingestão acidental de elementos nocivos presentes em jardins, parques e espaços urbanos.
“Na primavera, os cães interagem intensamente com o exterior, o que aumenta a probabilidade de contacto com elementos desconhecidos que podem afetar a sua saúde”, refere um médico veterinário da Clinicanimal, rede de clínicas veterinárias da Tiendanimal. O especialista alerta ainda que “mesmo passeios rotineiros podem envolver situações de risco que exigem atenção redobrada por parte dos tutores”.
Entre os perigos mais comuns nesta estação encontram-se plantas ornamentais como narcisos, tulipas, jacintos, amarílis e lírios, que podem ser tóxicas para os cães. A estes juntam-se produtos de jardinagem, como pesticidas e fertilizantes, bem como restos de comida e pequenos objetos abandonados no chão.
A maior presença de insetos, aves e pequenos animais também contribui para um ambiente mais imprevisível durante os passeios, reforçando a necessidade de vigilância constante.
A ingestão de substâncias ou objetos inadequados pode manifestar-se através de vómitos, diarreia, salivação excessiva, letargia, perda de apetite ou alterações comportamentais. Em casos mais graves, podem surgir tremores, convulsões ou dificuldades respiratórias.
Os veterinários sublinham que o reconhecimento precoce destes sinais é fundamental para uma intervenção rápida e eficaz.
Perante a suspeita de ingestão de algo perigoso, os tutores devem manter a calma, tentar identificar o que foi ingerido e procurar assistência médico-veterinária o mais rapidamente possível. A indução do vómito sem orientação profissional é desaconselhada, podendo agravar a situação em determinados casos.
A supervisão durante os passeios, a escolha de percursos mais seguros e a prevenção do acesso a áreas com substâncias potencialmente tóxicas são medidas essenciais para reduzir riscos. Também a oferta de estímulos adequados, como brinquedos e atividades próprias, pode ajudar a diminuir comportamentos de ingestão indesejada.
Os especialistas reforçam que a observação atenta do comportamento do animal é determinante para identificar alterações subtis e agir rapidamente, garantindo passeios mais seguros e saudáveis.
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