O município espanhol o Rosal quer aliar-se a A Guarda, na Galiza, e ao concelho de Caminha, no Alto Minho, formando a quarta eurocidade entre as duas regiões transfronteiriças, foi hoje divulgado.
Contactado pela agência Lusa a propósito de uma nota hoje enviada às redações, o presidente da Câmara de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, explicou que, em 2023, o projeto de criação de uma eurocidade envolvia apenas a vila portuguesa e o município de A Guarda, na Galiza.
“Agora, reuni-me com a autarca de O Rosal, Ánxela Fernández Callís, que demonstrou interesse em integrar a eurocidade. No próximo dia 20 de maio vamos reunir-nos os três, em Caminha, para em conjunto definirmos os passos a dar para a criação da eurocidade Caminha, O Rosal e A Guarda”, explicou Rui Lages.
Na reunião agendada para dia 20 de maio “será definida a ação programática e as bases comuns para lançar a eurocidade”.
“A eurocidade não prevê apenas a partilha de equipamentos, mas também da agenda cultural, desportiva. Queremos criar dinamismo na raia entre os três concelhos”, especificou.
Segundo Rui Lages, o processo de criação da eurocidade terá de ser submetido à aprovação dos órgãos autárquicos dos três municípios.
Do lado português, a constituição da eurocidade terá de passar pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Em Espanha terá de ser apreciado pela Junta da Galiza.
“Espero ter condições de levar o processo à próxima Assembleia Municipal de Caminha, agendada para junho, mas só no dia 20, quando nos reunirmos os três, é que vamos definir os prazos”, referiu.
Na nota hoje enviada à imprensa, a Câmara de Caminha refere que a criação da eurocidade pretende “estreitar os laços entre as populações vizinhas, abordar problemas, objetivos comuns e desenvolver uma programação sociocultural e económica conjunta”.
“Os técnicos de O Rosal e Caminha trabalham há anos num programa conjunto de formação lançado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, para o desenvolvimento de futuros projetos transfronteiriços conjuntos”, acrescenta.
Para Rui Lajes, a constituição desta aliança vai permitir abordar problemas comuns, como a mobilidade na zona do Minho.
“É fundamental trabalharmos juntos para superar os obstáculos que afetam a nossa região e promover uma maior integração entre programação e serviços, o que sem dúvida beneficiará os nossos vizinhos”, sublinhou.
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