Cinco municípios do Norte de Portugal e quatro da Galiza assinam, esta sexta-feira, uma declaração de apoio à certificação do Caminho de Nossa Senhora do Norte até Santiago de Compostela, itinerário medieval com 200 quilómetros.
Em causa está uma ‘Ruta Jacobea’ (rota jacobea) que tem início em Portugal, na igreja de São Pedro de Rates, concelho da Póvoa de Varzim, distrito do Porto, atravessa os concelhos de Barcelos (Braga), Viana do Castelo, Caminha e Vila Nova Cerveira, no Alto Minho.
Do lado galego, o caminho, percorrido por peregrinos desde o século XIII passa por Tomiño, Gondomar, Vigo e Redondela, local onde interceta com o Caminho Português, rumo a Santiago de Compostela.
A declaração de apoio à certificação do Caminho de Nossa Senhora do Norte vai ser assinada, na sexta-feira, às 10h30 (hora portuguesa) no Espaço Fortaleza, em Goián, no concelho de Tomiño, por presidentes de câmara e vereadores dos municípios abrangidos no percurso.
Do lado português, a certificação tem de ser formalizada ao Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) e, do lado espanhol, junto do Xacobeo e do Turismo de Galiza.
O projeto de reconhecimento e valorização do Caminho de Nossa Senhora do Norte foi iniciado há cerca de um ano pela eurocidade constituída por Cerveira e Tomiño, através de uma investigação histórica da variante.
Em abril, os dois municípios anunciaram que aquele trabalho resultou num livro, que foi apresentado, do lado português, em junho.
A pesquisa histórica que sustenta o projeto de certificação da variante foi feita pelo arquiteto e investigador António Soliño e “documenta a passagem de peregrinos por Tomiño para Santiago de Compostela desde, pelo menos, 1295, ano que surge como a referência mais antiga conhecida”.
Segundo o investigador, “a origem da passagem do caminho pelo território Tomiño está na vila da Barca, entretanto já desaparecida situada na atual Goián, topónimo que certifica que era uma das passagens importantes do Minho”.
A “extinta Vila da Barca, hoje Goián (Tomiño), era uma das travessias mais importantes do rio Minho, que se encontra referenciada no segundo Foral a Vila Nova de Cerveira, atribuído por D. Manuel I, em 1512”.
A investigação permitiu evidenciar “o valor natural, patrimonial e imaterial” do caminho, “consubstanciado pela arquitetura medieval e barroca, arquitetura militar e pelo elevado número de elementos etnográficos, designadamente pelos caniços, cruzeiros e alminhas”.
Para a eurocidade Cerveira e Tomiño, o Caminho de Nossa Senhora do Norte a Santiago de Compostela “fortalece a identidade transfronteiriça e permite estabelecer novas pontes de amizade entre a Galiza e o Norte de Portugal”.
Os Caminhos de Santiago são uma rota milenar seguida por milhões de peregrinos desde o início do século IX, quando foi descoberto o sepulcro do apóstolo Santiago.
Do lado português há dois caminhos certificados: o Central, que parte de Viseu e passa pelo Porto, e o da Costa, que parte do Porto e termina em Valença, este último num total de 138 quilómetros de extensão.
Do lado espanhol há oito caminhos certificados.
As obras na Ponte Eiffel, em Viana do Castelo, vão estar suspensas a partir da noite desta quinta-feira, informou a Infraestruturas de Portugal. Com esta interrupção temporária dos trabalhos, não será efetuado o previsto corte de trânsito na travessia.
O Centro de Estudos Regionais (CER) promove, no próximo dia 19 de fevereiro, quinta-feira, a sexta conversa da 3.ª temporada do ciclo EntardeCER. A iniciativa terá lugar no AP Dona Aninhas – Boutique Hotel, em Viana do Castelo, parceiro do projeto, com início marcado para as 17h30.
Valença recebe este sábado, dia 14 de fevereiro, a sessão de sensibilização ambiental “Plantas Invasoras”, às 9h30, nas instalações da CIM Alto Minho, na avenida Miguel Dantas.
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A Serra d’Arga, no Alto Minho, passa a beneficiar, a partir de hoje, de um regime jurídico de proteção ambiental como Zona de Especial Conservação (ZEC), após a conclusão do processo de classificação iniciado em 2017. A medida está publicada no Diário da República através do decreto-lei 36/2026.
Deputados do Partido Socialista alertam para o risco iminente de queda de árvores na freguesia de Lanhelas, concelho de Caminha, e exigem uma intervenção imediata da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
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