Logo
Nacional

Mortes por overdose aumentaram 16% em 2023

1 Março, 2025 | 10:25
Partilhar
Viana TV
4 min. leitura

As mortes por overdose aumentaram 16% em 2023 em relação ao ano anterior, totalizando 80, revela um relatório, que destaca o aumento desses óbitos com metadona, embora a cocaína seja a droga mais responsável pela mortalidade.

Os dados constam do relatório anual sobre a situação do país em matéria de drogas e toxicodependências e álcool referente ao ano de 2023, do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), que foi apresentado na Assembleia da República.

“Quanto à mortalidade relacionada com o consumo de drogas, nos registos do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses em 2023, dos 387 óbitos com a presença de substâncias ilícitas e informação da causa de morte, 80 (21%) foram overdose”, refere o mais recente relatório do ICAD, avançando que em 2023 “houve um aumento de overdose face a 2022 (+16%), sendo os valores dos últimos três anos os mais altos desde 2009”.O ICAD dá conta que em 2023 as drogas responsáveis pelas mortes foram a cocaína (65%), opiáceos (36%) e metadona (36%), apesar de a cocaína ser a mais prevalente nas overdoses dos últimos três anos e com um aumento contínuo desde 2017.O mesmo documento nota também um “acréscimo das overdoses com a presença de metadona, sendo os valores dos últimos três anos os mais altos desde 2008”.

O relatório de 2023 do ICAD alerta igualmente para o aumento nos últimos três anos da experiência de problemas relacionados com o consumo de drogas, entre os jovens de 18 anos.

Segundo o ICAD, os consumos entre os mais jovens continuam a ser mais expressivos nos rapazes, existindo também algumas diferenças regionais, como é evidenciado no consumo recente de qualquer droga.

O documento indica que Portugal continua a surgir como um dos países europeus com menor prevalência de consumo de canábis, cocaína e ecstasy, apesar de serem estas as três drogas mais consumidas no país.

De acordo com o relatório, entre 2017 e 2022 houve uma “descida relevante do consumo recente e atual de qualquer droga, influenciada pela diminuição do consumo de canábis”, enquanto o uso de outras substâncias, “de um modo geral, manteve-se estável na população total e estável ou com ligeiras subidas” entre a faixa etária dos 15 aos 34 anos.

“Face a estas descidas no consumo de canábis, seria expectável a diminuição das prevalências dos padrões de consumo abusivo e dependência na população. No entanto, mantiveram-se idênticas as prevalências de consumo de risco moderado e de risco elevado de canábis na população total, aumentando a de risco elevado entre os mais jovens, e em particular nos 15-24 anos”, salienta.

Em 2023 estiveram em tratamento 24.246 utentes devido ao uso de drogas no ambulatório da rede pública e pelo terceiro ano consecutivo houve um ligeiro aumento (+0,3%) nos tratamentos ambulatórios, após as descidas entre 2017 e 2020, estando ainda aquém dos valores pré-pandemia da covid-19.

O estudo dá conta que, embora menos relevante do que as subidas nos dois anos anteriores, aumentou ligeiramente aqueles que iniciaram o tratamento (+0,7%), com os valores dos últimos dois anos a serem os mais elevados desde 2015 e a reforçarem a tendência de acréscimo entre 2017 e 2019.

O número de utentes internados em 2023 por problemas relacionados com o uso de drogas aumentou 19% face a 2022, em Unidades de Desabituação, e 9% em Comunidades Terapêuticas.

Segundo o ICAD, a heroína continua a ser a droga principal nos utentes em tratamento, mas foi notado nos últimos dois anos um “relevante aumento” de consumidores a iniciarem tratamento devido à cocaína, atingindo em 2023 os valores mais altos da última década.

Em 2023 foram abertos nas Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência (CDT) 10.614 processos de contraordenação por consumo de drogas, representando um aumento de 29% face a 2022.

Este é o número mais alto desde 2018, embora ainda aquém do valor de 2017 (ano com o valor mais alto desde 2001), refere relatório, acrescentando que, tal como nos oito anos anteriores, a GNR foi quem remeteu mais ocorrências para as CDT.

O ICAD indica que as drogas tradicionalmente mais apreendidas no país são o haxixe, seguido da cocaína, heroína, liamba e ecstasy.

O relatório refere ainda que a canábis continua a ser a droga ilícita percecionada como de maior acessibilidade, refletindo os padrões de consumo da população.

Programas de Autor

Episódios Recentes Ver Mais

Notícias

Desporto 23 Junho, 2026

Portugal entra hoje em campo frente ao Uzbequistão no Mundial 2026

A Seleção Nacional volta hoje a entrar em campo no Mundial 2026 para defrontar o Uzbequistão, num encontro da segunda jornada da fase de grupos, agendado para as 18h00 (hora de Portugal Continental), no NRG Stadium, em Houston, Texas.

Regional 23 Junho, 2026

PSP detém condutor com carta de condução falsa em Viana do Castelo

A Polícia de Segurança Pública deteve um homem de 24 anos por condução sem habilitação legal e falsificação de documento, durante uma ação de fiscalização rodoviária realizada em Viana do Castelo.

Regional 23 Junho, 2026

Educação, inclusão e época balnear marcam reunião da Câmara de Viana do Castelo

A Câmara Municipal de Viana do Castelo reúne hoje, 23 de junho, em sessão ordinária, tendo em agenda um conjunto de assuntos ligados à educação, ação social, inclusão e preparação da época balnear.

Desporto 22 Junho, 2026

Santa Luzia Futsal Cup reuniu 48 equipas e mais de 650 participantes em Viana do Castelo

Viana do Castelo voltou a afirmar-se como palco de referência para o futsal de formação com a realização do Santa Luzia Futsal Cup 2026, que decorreu ao longo do fim de semana e reuniu 48 equipas de 22 clubes provenientes de Portugal, Espanha e França.

Internacional 22 Junho, 2026

Viana do Castelo promoveu o Auto da Floripes no Festival Internacional da Máscara Ibérica

O Auto da Floripes representou Viana do Castelo na XVIII edição do Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI), que decorreu no passado dia 20 de junho, em Oviedo, nas Astúrias, naquela que foi a primeira vez que o certame se realizou fora de Portugal.

Opinião 22 Junho, 2026

OPINIÃO: Nem tudo é alergia: compreender as intolerâncias alimentares

Cada vez mais pessoas referem sentir desconforto após a ingestão de determinados alimentos. Expressões como “sou intolerante” ou “tenho alergia alimentar” tornaram-se frequentes, mas estes dois conceitos não significam o mesmo e importa compreender as diferenças.

Nacional 22 Junho, 2026

Lidl lança saco solidário para apoiar associações de proteção animal em todo o país

O Lidl Portugal lançou o saco solidário "Pa-tudo", uma iniciativa que alia sustentabilidade e apoio à causa animal, permitindo contribuir diretamente para o trabalho desenvolvido por 54 associações de proteção animal distribuídas pelos 18 distritos de Portugal Continental.