Cerca de 300 moradores no lugar da Cova, freguesia da Meadela, em Viana do Castelo, manifestaram-se contra a construção de uma superfície comercial, por considerarem que, no Plano Diretor Municipal (PDM), a zona está destinada a residências.
O porta-voz dos moradores, Pedro Reis, referiu tratar-se “de uma zona residencial onde vai nascer um edifício que não cumprirá o que está previsto no PDM”.
“Ao que nós tentámos apurar, uma vez que isto é um processo que está muito ainda na parte sigilosa, há muito pouca informação, da análise ao PDM a eventuais suspensões que possa ter havido do PDM naquela zona, a estudos que possam ter surgido, não existe nenhum indício, não existe nenhum documento que indique que aquela zona fosse alterada em termos de PDM”, afirmou.
Pedro Reis adiantou que, para aquela zona, “o PDM prevê a construção de edifícios multifamiliares e não a construção de equipamentos”.
“Agora, as interpretações podem ser muito alargadas nesse sentido. Nós não somos donos da razão, muito do contrário. Só queremos alguns esclarecimentos adicionais, porque se, eventualmente, houver legitimidade para a sua construção, não há nada a dizer. Agora, pelo que nós pudemos apurar, verificámos que a zona em causa não estaria adequada, não estaria prevista para uma superfície daquelas”, adiantou.
Os moradores “consideram que todo o processo tem sido conduzido de forma pouco transparente e que, após manifestação pública contra, por parte de um conjunto de cerca de 300 cidadão, a Câmara Municipal de Viana do Castelo tenta, à pressa, através de procedimentos administrativos, pouco claros, viabilizar a empreitada”, referem, em comunicado, os moradores.
Pedro Reis referiu tratar-se de “uma zona residencial calma, que tem uma qualidade de vida acima do normal, bastante pacífica e agora vão instalar ali um equipamento comercial de média dimensão”, que vai tirar o “sossego” a quem lá habita.
Pedro Reis acrescentou que os moradores, que já lançaram um abaixo-assinado com 300 assinaturas, estão “revoltados”, por “não entenderem a utilidade de uma área comercial de material desportivo”.
“Se fosse outro tipo de construção, um supermercado, uma coisa de bens essenciais, até se compreendia. Agora, estar a implantar um edifício ou uma superfície comercial que vai trazer muita confusão, muita gente, não achamos que seja uma solução tão interessante para aquela zona”, disse.
Os moradores marcaram uma reunião para sexta-feira, às 18h30, na Associação de Moradores da Cova, com o objetivo de discutir estratégias e exigir esclarecimentos.
Em resposta por escrito à Agencia Lusa, a Câmara de Viana do Castelo explica que “o local onde ficará implantado o estabelecimento é caracterizado por possuir (ou poder vir a possuir) uma ocupação do solo de tipo predominantemente habitacional, equipamento, comércio e serviços e elevado grau de infraestruturação”.
“No caso, está em causa a construção de um estabelecimento comercial e não de uma grande superfície (área inferior a 2 000 metros quadrados), ou seja, o uso proposto – estabelecimento de comércio – enquadra-se no uso previsto para esta categoria de espaço”, refere a autarquia.
Segundo o município, o projeto cumpre o PDM e Plano de Urbanização da Cidade (PUC) de Viana do Castelo.
“No processo de licenciamento, foram tidos em conta a envolvência e o seu enquadramento, foram solicitadas obras de urbanização para integração de todas as infraestruturas (no âmbito da análise da pretensão foi tido em consideração a integração do estabelecimento na envolvente em termo de cércea e alinhamento, foi salvaguardado que a cércea proposta, ao longo da Rua das Oliveiras, não fosse superior ao muro de vedação em pedra existente ao longo desta via) e foram tidos em conta os pareceres dos setores específicos, nomeadamente da mobilidade”, adianta a autarquia.
A presidente da Câmara Municipal de Caminha, Liliana Silva, reagiu com duras críticas às recentes declarações de deputados do Partido Socialista sobre o risco de queda de árvores na freguesia de Lanhelas, no concelho de Caminha.
A Seleção Nacional de Portugal vai encontrar as seleções de Dinamarca, Noruega e País de Gales na Fase de Grupos da Liga das Nações 2026/27.
A companhia aérea portuguesa TAP vai reforçar a operação aérea entre Lisboa e Porto, disponibilizando até mais sete voos semanais e aumentando a capacidade em alguns horários, numa medida destinada a mitigar os impactos provocados pelo corte da Autoestrada 1 (A1).
A Juventude Viana desloca-se esta sexta-feira, 13 de fevereiro, à Ilha do Pico, nos Açores, para defrontar o Candelária, em partida referente aos oitavos-de-final da Taça de Portugal de hóquei em patins. O encontro está agendado para as 21h30 locais (22h30 no continente) e será disputado a uma só mão.
Arcos de Valdevez acolheu a Reunião Ordinária do Conselho Intermunicipal da CIM Alto Minho, realizada nas instalações da Câmara Municipal. O encontro reuniu autarcas e representantes dos municípios da região para debater planeamento e gestão estratégica do desenvolvimento económico, social e ambiental.
Os feirantes da Feira Semanal de Vila Nova de Cerveira vão continuar a pagar menos em 2026. A Câmara Municipal decidiu manter a cobrança correspondente a 48 feiras anuais, em vez das habituais 52, medida que tem vindo a ser aplicada nos últimos anos.
Decorreu esta terça-feira, dia 11 de fevereiro, a cerimónia de tomada de posse de Ricardo Alberto de Sá Castro Afonso, como diretor do Agrupamento de Escolas de Monserrate.