José Brandão, de 56 anos, fez uma viagem de mais de 1800 quilómetros em bicicleta, entre Mortemer, norte de França, onde reside, e Lapela, onde nasceu. O percurso, dedicado à memória dos seus avós, durou 14 dias.
José Brandão nasceu em Lapela, mas aos três anos foi para França. Levado ao colo da mãe com o pai à espera para, no país da liberdade, igualdade e fraternidade, aspirarem a uma vida melhor daquela que, em Portugal, lhes parecia destinada.
Apesar da distância, José Brandão nunca esqueceu as origens, a paixão pela terra e o carinho pelos familiares que ficaram em Lapela. Assim, num gesto de amor aos seus avós, decidiu fazer uma viagem de bicicleta deste Mortemer, no norte de França, local onde reside, até Lapela.
Foram mais de 1800 quilómetros planeados ao milímetro. Tudo cumprido. 14 dias de viagem, 150 quilómetros por dia, locais onde pernoitar, o que levar em cada dia. Aos 56 anos, Jose Brandão cumpriu um sonho antigo, dedicando-o, com amor eterno, à memória dos seus avós.
Ao longo do percurso, José Brandão encontrou muitos caminheiros e ciclistas, grande parte em direção a Santiago de Compostela, e viveu momentos de enorme emoção. Daqueles que lhe fizeram parar a bicicleta e enxaguar as lágrimas.
Aconteciam quando José Brandão passava por locais que lhe lembravam as viagens que, em criança, fazia de comboio para França com os seus pais. Muitas recordações que lhe traziam à tona da memória as despedidas dos seus avós, com os lenços brancos, presos nos dedos, a esvoaçarem no ar. Nunca esqueceu.
À chegada a Lapela, Jose Brandão foi recebido em festa pela população. Esta semana, no seu gabinete, António Barbosa, presidente do Município de Monção, deu-lhe os parabéns pela coragem e resiliência da viagem. Em sinal de reconhecimento, ofereceu-lhe uma miniatura da “Coca de Monção” que, disse José Brandão, vai ficar em lugar de destaque na sua residência da Normandia.
Um deslizamento de terras ocorrido na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas obrigou à retirada preventiva de 20 pessoas das suas habitações, após uma derrocada considerada “forte” ter destruído parcialmente uma casa e soterrado um veículo ligeiro. Não há registo de vítimas ou feridos.
As condições meteorológicas adversas estão a dificultar a captura de lampreia nos rios Minho e Lima, afetando a atividade de cerca de duas centenas de embarcações e colocando em risco o rendimento anual de muitos pescadores da região.
Um deslizamento de terras ocorrido esta terça-feira, na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas, em Ponte da Barca, destruiu parcialmente uma habitação e obrigou à retirada de sete pessoas, informou a Proteção Civil.
Viana do Castelo recebeu, entre os dias 6 e 8 de fevereiro, a VII Convenção do Mercado das Viagens, reunindo a maioria das agências da rede, parceiros estratégicos e diversos representantes de relevo do setor do turismo. O evento decorreu sob o lema “Rumo ao Futuro”, refletindo o foco na evolução e nos desafios do setor.
Um residente da freguesia de Chafé, no concelho de Viana do Castelo, doou cerca de 500 telhas destinadas a apoiar as zonas mais afetadas pelo recente mau tempo, informou a Junta de Freguesia.
O Comando Territorial de Viana do Castelo da Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, entre os dias 2 e 8 de fevereiro, um conjunto de operações em todo o distrito, com o objetivo de prevenir e combater a criminalidade violenta, reforçar a fiscalização rodoviária e promover ações de sensibilização junto da população.
Trinta e quatro pessoas, entre as quais 18 crianças, foram realojadas preventivamente na zona ribeirinha de Valença devido ao risco de cheia do rio Minho, informou a Proteção Civil. A medida deverá manter-se pelo menos até esta terça-feira, dependendo das descargas da barragem da Frieira, em Espanha.