A Câmara de Monção (PSD) aprovou, por maioria, com a abstenção do PS, as contas de 2023, realçando o “melhor desempenho de sempre” da receita corrente, cerca de 19 milhões de euros, foi hoje divulgado.
Segundo a autarquia do distrito de Viana do Castelo, “em 2023, a receita total do município, entre corrente e capital, ultrapassou os 24 milhões de euros, tendo a receita corrente apresentado o melhor desempenho de sempre, aumento de 9,83% face ao ano anterior, fruto do excelente comportamento das receitas próprias”.
Em 2023, ano a que dizem respeito as contas aprovadas pelo executivo e pela Assembleia Municipal, o Orçamento da Câmara Monção foi de 29,865 milhões de euros.
Dos 19 milhões de euros de receita corrente, o município transferiu “cerca de quatro milhões de euros, sensivelmente 22%, para as Juntas de Freguesia, instituições sociais e associações locais, permitindo-lhes maior autonomia no desenvolvimento dos respetivos projetos, investimentos e atividades”.
O município realça que, em 2023, no que diz respeito ao endividamento com empréstimos bancários (médio e longo prazo), “assistiu-se à diminuição dos encargos anuais relacionados com amortizações e juros”, sendo que, “entre 2017 e 2023, os encargos financeiros com empréstimos bancários reduziram cerca de 40%”.
Segundo a autarquia, “a capacidade de endividamento do município situa-se em 3,8 milhões de euros, uma margem confortável que deixa espaço à concretização dos investimentos necessários para o desenvolvimento harmonioso e sustentável do concelho”.
“A sustentabilidade financeira e o apoio às famílias monçanenses, sem perder de vista o investimento equilibrado em todo o concelho, constituem as linhas orientadoras e estratégicas do atual executivo, bem expressas na prestação de contas de 2023, documento que espelha uma governação responsável e um compromisso rigoroso com as próximas gerações”, destaca o autarca António Barbosa, citado na nota de imprensa.
Já a oposição PS, que se absteve na votação do documento, refere que a “situação financeira agrava-se a cada ano que passa, persistindo o atual executivo PSD em continuar a cavar um buraco financeiro cada vez maior”.
À Lusa, o vereador Filipe Quintas adiantou que, “2023, infelizmente, não foi diferente dos anos anteriores, dado que o resultado líquido do exercício foi de cerca dois milhões de euros negativos, que, somando aos dois anos anteriores, perfaz um total de resultados líquidos negativos acumulados de quase 5,4 milhões de euros”.
“Outro dado preocupante é o passivo (dívidas), que continua em crescendo, ano após ano, passando já a fasquia dos 12 milhões de euros, sendo que a dívida corrente é agora de 7,4 milhões de euros e a despesa corrente mostrou-nos um aumento histórico de cerca de três milhões de euros”, frisou o socialista.
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Monção lamentou a posição do PS e adiantou que, “desde que o PSD começou a governar, o município apresenta a menor dívida bancária dos últimos 25 anos, desde 1999”.
António Barbosa acusou o PS de dizer “inverdades” também sobre os resultados líquidos negativos do município.
“Desde 2020, todo o património dos municípios passou a integrar a contabilidade pública. Como temos muitos ativos que entraram por via dos fundos comunitários o resultado líquido é negativo, mas não um resultado operacional. O resultado operacional de funcionamento do município foi positivo em mais de um milhão de euros”, afirmou o autarca.
O vereador socialista classificou a gestão social-democrata do município como “irresponsável, descontrolada, despesistas e propagandista sem qualquer rigor e sem nenhuma preocupação com as contas certas”.
“Só não estamos em bancarrota porque as contas negativas têm sido acomodadas pelas boas contas deixadas pela governação do PS. A segunda conclusão que tiramos é claríssima: o presidente, mais uma vez, não cumpre com os monçanenses. O investimento sofreu um corte de 3,2 milhões de euros e o Plano Plurianual de Investimentos (PPI) executado foi de pouco mais de metade, apenas 55% do programado. É muito poucochinho. Foi um abrandamento muito forte do investimento”, acrescentou Filipe Quintas.
O arroz de sarrabulho à moda de Ponte de Lima, recentemente certificado como Especialidade Tradicional Garantida (ETG), continua a ser um motor económico no concelho.
No âmbito das comemorações dos 900 anos da fundação da vila de Ponte de Lima, o Centro de Interpretação do Território (CIT) organiza, no próximo dia 24 de janeiro, às 14h00, um atelier dedicado à confeção artesanal da broa de milho, em forno antigo a lenha.
A Juventude Viana entra em ação esta noite, recebendo o Termas OC às 21h30, no Pavilhão José Natário, em jogo da 13.ª jornada do Campeonato Nacional da II Divisão de hóquei em patins.
O Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social assinaram um protocolo de colaboração com o objetivo de reforçar a ligação entre investigação académica, políticas públicas e desenvolvimento sustentável no Alto Minho.
O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana realizou, esta semana, uma sessão especial no âmbito das suas Oficinas Regulares de Teatro, substituindo o trabalho habitual de palco por um momento de conversa e reflexão entre os participantes.
O futsal feminino do Alto Minho entra hoje na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, com dois jogos de destaque.
Viana do Castelo vai receber, no próximo 19 de fevereiro, uma sessão do ciclo nacional “Tratar o Cancro por Tu”, iniciativa do IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto que pretende aproximar cientistas e cidadãos e esclarecer mitos sobre o cancro, uma doença que hoje é cada vez mais controlável. Segundo o investigador Manuel Sobrinho Simões, dois terços das pessoas diagnosticadas com cancro já não morrem da doença.