O mau tempo continua a provocar fortes constrangimentos à circulação rodoviária, com 174 estradas ainda encerradas ao trânsito. Entre as vias afetadas contam-se seis troços de autoestradas, sendo o distrito de Coimbra o mais penalizado, de acordo com a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Segundo o mais recente ponto de situação, permanecem cortadas seis autoestradas, 83 estradas nacionais, 80 estradas municipais, três itinerários complementares e dois itinerários principais. Apesar do número continuar elevado, regista-se uma melhoria face à semana passada, quando estavam interditas 206 vias.
Todas as autoestradas afetadas situam-se no distrito de Coimbra. A A14 apresenta quatro interrupções junto a Maiorca e Alfarelos, incluindo o acesso à A1. A A17 encontra-se cortada ao quilómetro 54 e a A1 permanece encerrada entre Coimbra Sul e Coimbra Norte.
No que respeita aos itinerários complementares, o IC3 está interrompido ao quilómetro 13, na zona de Penela. Já o IC9 encontra-se cortado nas proximidades de Alcobaça e de Tomar, entre os quilómetros 55 e 60.
Também o IP4 está encerrado ao quilómetro 92, no distrito de Vila Real, enquanto o IP3 permanece cortado entre os quilómetros 60 e 67, na área de Penacova.
O distrito de Coimbra lidera o número de vias interditas, com 49 estradas encerradas. Seguem-se Lisboa (21), Santarém (20) e Viseu (11).
Com nove cortes cada surgem Leiria e Vila Real. Castelo Branco contabiliza oito estradas fechadas, Setúbal seis e Évora cinco. Portalegre, Braga e Viana do Castelo registam quatro interdições cada.
As autoridades indicam que as principais causas para os cortes são inundações, derrocadas, risco de abatimento do piso e deslizamentos de terras. Não há, para já, previsão para a reabertura das vias afetadas.
As recentes depressões que atravessaram o país provocaram 18 mortes, além de centenas de feridos e desalojados. Entre os danos registados contam-se habitações e empresas destruídas ou danificadas, queda de árvores e estruturas, interrupções nos transportes, encerramento de escolas e falhas no abastecimento de energia, água e comunicações.
As regiões do Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas pelo mau tempo.
A situação de calamidade que abrangia 68 concelhos terminou no passado dia 15 de fevereiro, mantendo-se, contudo, vários constrangimentos à circulação e à normalidade em diferentes pontos do país.
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