A artista Maria João Lousa inaugura no próximo dia 22 de junho, pelas 16h30, na Oficina Cultural do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), a exposição “Um tempo que se abre – Permanecer no olhar, na matéria, na memória”, integrada nas comemorações dos 40 anos da instituição.

A mostra assinala a primeira grande exposição individual da autora e reúne um conjunto significativo de obras que refletem um percurso artístico marcado por diferentes geografias, culturas e experiências de vida. Natural de Angola, com passagem por Lisboa durante a adolescência e atualmente residente no Alto Minho, Maria João Lousa desenvolveu uma linguagem plástica própria influenciada pelas vivências em Macau e pelas frequentes viagens pela Ásia.
Antiga colaboradora do IPVC, a artista apresenta uma exposição organizada em três núcleos distintos: Silêncios, Ecos do Oriente e um conjunto de obras autónomas. As peças exploram temas como a memória, o tempo, a matéria e a transformação, através de uma abordagem predominantemente abstrata e intuitiva.
Na série Silêncios, destacam-se composições marcadas pelo equilíbrio entre formas, planos e campos de cor, convidando à contemplação. Já em Ecos do Oriente, surgem referências subtis a outras culturas e territórios, expressas através de camadas, texturas e marcas que evocam permanência e mudança.
Segundo a autora, as obras revelam um tempo entendido não como uma sucessão linear de acontecimentos, mas como um processo de sedimentação de experiências, emoções e gestos. Entre transparências e densidades, a exposição propõe uma leitura aberta, onde cada visitante é convidado a construir a sua própria interpretação.
A inauguração decorre na Oficina Cultural, instalada no edifício dos Serviços de Ação Social do IPVC, sendo aberta à comunidade académica e ao público em geral.

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