Mais de dois quintos da população portuguesa já sofreu pelo menos uma situação de violência ao longo da vida. A informação foi divulgada esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Inquérito à Segurança no Espaço Público e Privado (ISEPP) 2022, levado a cabo pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), concluiu que “mais de dois quintos das pessoas (44,8%) já viveram pelo menos uma situação de violência”.
Os primeiros resultados tinham sido publicados a 30 de outubro deste ano, tendo o INE tornado público, nesta terça-feira, um novo conjunto de conclusões.
No que toca ao número de pessoas que viveram pelo menos uma situação de violência na sua vida, o Alentejo é a região que teve “a proporção mais baixa” de casos, com 37,8%. Em sentido contrário, é nas regiões autónomas da Madeira (48,1%) e dos Açores (46,9%), bem como na Área Metropolitana de Lisboa (46,8%), que as proporções são “mais elevadas”.
“Considerando somente a violência exercida sobre as mulheres, Portugal pertence ao grupo de países da União Europeia que apresenta, de um modo geral, proporções mais baixas de violência”, referiu o INE, expondo que “as vítimas de violência por não parceiros/as foram quem mais relatou as suas experiências de violência (66,8%) e as vítimas de violência sexual na infância quem mais as silenciou (29,4%)”, sendo que “cerca de metade das vítimas em contexto de intimidade falaram com alguém ou alguma entidade sobre o que aconteceu”.
Por outro lado, “as consequências psicológicas e físicas em resultado da violência foram mais referidas pelas vítimas de violência em contexto de intimidade”, revelou o INE no texto sobre o estudo, onde concluiu que “mais de três quartos da população (75,8%) considera a violência exercida contra as mulheres por parte dos parceiros muito comum/comum” e “mais de dois quintos (42,0%) tem semelhante opinião sobre a violência contra os homens exercida pelas parceiras”.
“Os resultados do Inquérito sobre Segurança no Espaço Público e Privado revelam que mais de 1,4 milhões de pessoas dos 18 aos 74 anos sofreram violência na infância (18,6%), até aos 15 anos: mais de 1,3 milhões de pessoas (17,6%) com pai e mãe sofreram algum tipo de abuso psicológico ou físico por parte dos seus progenitores, e mais de 176 mil (2,3%) foram vítimas de abusos sexuais na infância, por parte de qualquer pessoa”, lê-se no texto publicado pelo INE no seu website oficial.
Na mesma missiva, foi revelado que, segundo este estudo, “uma em cada cinco pessoas já foi vítima de assédio persistente (stalking) (20,7%), proporção mais elevada nas mulheres (23,8%), na população mais jovem (27,6%) e na mais escolarizada (29,0%)”. Aliás, a “prevalência da violência” é mais alta “na população mais escolarizada (49,4%).
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A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) está a apoiar a ADRIL, a ADRIMINHO e a INCUBO no desenvolvimento de ações de suporte à criação de emprego e ao empreendedorismo, na sequência de uma candidatura aprovada no âmbito do Contrato de Desenvolvimento e Coesão Territorial (CDCT) do Alto Minho.
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