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Luís Nobre: “Romaria d’Agonia é o grande fator de união e coesão social e cultural do concelho”

17 Agosto, 2024 | 10:26
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Pedro Sérgio Xavier
3 min. leitura

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e o executivo municipal receberam na sexta-feira, no Salão Nobre, os cumprimentos oficiais à autarquia e às entidades.

Na cerimónia, que contou com uma representação das 1.000 mulheres, de Portugal e outros dez países, que integraram o Desfile da Mordomia das Festas em Honra de Nossa Senhora da Agonia, o autarca referiu que celebrar a Romaria d’Agonia é “o grande fator de união e coesão social e cultural do concelho”.

“A Romaria tem conseguido agregar, unir, envolver com toda a intensidade e autenticidade a nossa comunidade. Podemos dizer, sem medos, que a nossa é a maior romaria de Portugal. A Romaria d’Agonia é o verdadeiro berço da riqueza cultural e religiosa do Minho, onde cabe todo o Portugal, a diáspora e as cidades geminadas”, defendeu Luís Nobre.

“O papel de Nossa Senhora da Agonia é um papel de Mãe, representando todas as mães que se dedicam à sua família, ao cuidar da família e dos nossos valores culturais”, disse o autarca, considerando a Romaria d’Agonia “um ponto de encontro de fé, de espiritualidade e de comunidade”.

Também o Presidente da Vianafestas, Manuel Vitorino, indicou que esta representação de mordomas “é um prenúncio das 1.000 mordomas que vão desfilar, pela primeira vez, nas festas”, considerando que estas jovens “sintetizam todas as gerações que as antecederam” e afirmando que “a Mulher é destaque nas festividades porque estamos numa sociedade matriarcal, com a Mulher a ser a base de toda a estrutura social, familiar e de todos os aspetos da sociedade”.

Manuel Vitorino agradeceu ainda às cerca de 5.000 pessoas que ajudam a fazer a Romaria, tornando estas festas únicas e irrepetíveis, “com um sentido de pertença, de afirmação e do brio de ser vianense”.

O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), António Cunha, assume a presidência da Comissão de Honra da Romaria em Honra de Nossa Senhora da Agonia de 2024, e elogiou a “máquina muito poderosa e competente que permite que as festas aconteçam com o brilhantismo a que estamos habituados”.

“As festas têm uma força enorme porque são festas feitas pelas pessoas. Celebrar a Romaria d’Agonia é celebrar Viana, o Minho, a ligação muito forte e bem conseguida entre a tradição, a modernidade, a cidade e a sustentabilidade”, referiu ainda.

“Tenho de agradecer o honroso convite que me fizeram para presidir a Comissão de Honra e indicar que dentro de dias vou completar 63 anos e esta será a 63ª vez que vou participar nas Festas d’Agonia, visto que já participava quando estava ainda na barriga da minha mãe”, esclareceu António Cunha.

O Desfile da Mordomia é um dos destaques da Romaria d’Agonia, sendo apelidado como a maior montra de ouro ao ar livre. Nem só do traje, com as várias cores consoante a freguesia e o estatuto, vive este desfile, já que que o ouro que adorna a beleza destas mulheres é ‘obrigatório’, variando apenas a quantidade. Este ano, cerca de um milhar de mulheres vão envergar o seu melhor traje e desfilar a chieira “à vianesa” pela cidade, o maior número de sempre na história das festas. 

A média de idades das mulheres inscritas é de 32 anos, sendo que a participante mais nova do Desfile da Mordomia de 2024 tem 14 anos e a mais velha 84 anos. Estão inscritas mulheres a partir de 12 distritos de Portugal e mais dez países. Destas, 760 mordomas são oriundas do concelho de Viana do Castelo e as restantes de várias cidades de Portugal, de França, Estados Unidos da América, Suíça, Andorra, Luxemburgo, México, Brasil, Canadá e Países Baixos. 

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