Os lucros atribuíveis ao grupo Martifer desceram 7% no primeiro semestre, atingindo os 9,1 milhões de euros, de acordo com o relatório e contas da empresa, publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No documento, a Martifer revelou que registou, entre janeiro e junho, rendimentos operacionais de 105,4 milhões de euros, um aumento de 2% em termos homólogos, “sendo 67% respeitantes ao segmento da Construção Metálica, 25% ao segmento da Indústria Naval e 9% ao segmento da Renewables”, detalhou a empresa.
Segundo o grupo, “Portugal representa 31% do total das vendas e prestações de serviços e o mercado internacional 69%”.
O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) da empresa foi de 13,4 milhões de euros, recuando 8% em relação ao mesmo período de 2022.
Por outro lado, “durante o primeiro semestre de 2023, manteve-se a tendência decrescente da dívida líquida do grupo, que se tem vindo a observar nos últimos anos e que reflete as premissas definidas no Plano Estratégico do grupo Martifer”.
Assim, em 30 de junho, a dívida líquida consolidada “ascendia a 34 milhões de euros, refletindo uma redução de 7 milhões de euros face a 31 de dezembro de 2022”, uma descida que “resulta do cumprimento do serviço da dívida bancária do grupo”, e conta também com “o contributo resultante do cumprimento do plano de alienação de ativos não core do grupo Martifer, nomeadamente através da alienação de equipamentos eólicos, com o produto da venda a ser alocado ao reembolso de dívida bancária”.
A carteira de encomendas da Martifer, nos setores da construção metálica e indústria naval era de 431 milhões de euros no final do semestre.
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