O navio Gil Eannes que foi construído nos Estaleiros de Viana do Castelo em 1955, tendo como missão apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia, ficou durantes anos abandonado no cais do porto de Lisboa, até ser vendido a um sucateiro para abate em 1997.

Após ser resgatado da sucata pela autarquia liderada por Defensor Moura, chegou a Viana do Castelo a 31 de janeiro em 1998, para receber obras de reabilitação, tendo aberto ao público como navio museu nesse ano.
Hoje, o emblemático navio hospital é um dos museus mais visitados do país, tendo já ultrapassado largamente o milhão de visitantes que, unanimemente, ficam surpreendidos com a complexidade da construção efectuada há mais de meio século nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e elogiam a qualidade da sua reabilitação, entretanto promovida pela Fundação Gil Eannes.
Defensor Moura recorda o regresso do Navio Hospital a Viana do Castelo, num livro que escreveu e que vai apresentar na Biblioteca Municipal no próximo dia 31 de janeiro às 18h00, com o título “Gil Eannes – Regresso a casa”, com prefácio do eng. Francisco Laranjeira e apresentação do Almirante Martins Guerreiro.

O Gil Eannes ainda realizou algumas viagens de transporte geral e acabou acostado nos cais de Lisboa, onde esteve mais de uma década praticamente abandonado até ser comprado por um sucateiro de Alhos Vedros no início de 1997 para ser desmantelado.
“Tive um sobressalto quando vi na televisão o velho e enferrujado Gil Eannes cruzar as águas do Tejo, rumo ao estaleiro onde seria transformado em sucata. Nem conseguia acreditar que o Anjo Branco da frota bacalhoeira tivesse tão inglório fim, depois de tantos anos de relevantes serviços prestados à comunidade piscatória e ao país”, recorda o ex-autarca.
“Nunca mais me esqueço das lágrimas de alegria dos numerosos vianenses que assistiram, a norte do cais fronteiro ao Castelo de Santiago da Barra e a sul do molhe do Cabedelo, à entrada da barra do Gil Eannes na tarde do dia 31 de Janeiro de 1998, no seu regresso definitivo à casa donde tinha partido pela primeira vez há quase quarenta e três anos”, recordou Moura.
A campanha de angariação de fundos para salvar o Gil Eannes da sucata foi um bom exemplo do que os vianenses conseguem concretizar quando se empenham seriamente e juntam esforços para atingir os mais difíceis objectivos.

A petição que contesta a interrupção da iluminação pública entre as 03h00 e as 05h00 em Viana do Castelo ultrapassou as mil assinaturas, segundo o promotor da iniciativa, Ricardo Luis. As assinaturas foram enviadas à Câmara Municipal, juntamente com um pedido de audiência ao presidente do Município.
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