O festival mais antigo da Península Ibérica está de regresso a Vilar de Mouros, no concelho de Caminha, desta vez, com quatro dias: começa a 23 de agosto e termina a 26 de agosto. Limp Bizkit, Xutos e Pontapés ou Ornatos Violeta são alguns dos artistas revelados pela organização na edição de 2023.
A noite de abertura, 23 de agosto, é dos Limp Bizkit, num muito aguardado regresso a Portugal, após o cancelamento da Digressão Europeia em 2022. Os norte-americanos liderados por Fred Durst e Wes Borland são umas das mais respeitadas e premiadas bandas da nossa era, precursores do Nu Metal e Rap Metal, com êxitos como “Rollin’”, “Break Stuff” e “Behind Blue Eyes”. Xutos & Pontapés, a histórica banda portuguesa sobe também ao palco, marcando o tom certo para o que deve ser um festival de Verão: espera-se um concerto emotivo, com o público ao rubro, numa celebração da música e apenas da música! Também confirmados para este dia estão os Enter Shikari, vanguardistas genuínos do electronicore, o estilo que combina post-hardcore e metalcore com música electrónica, e The Last Internationale, banda rock Norte Americana com raízes portuguesas, que abordarão temas bastante políticos, como a guerra, a classe operária ou abusos de poder, e prometem mensagens de esperança nas suas letras revolucionárias. Neste dia, a banda local Micomaníacos terá a sua estreia no palco principal de um Festival, para relembrar que o talento reside, também, no Minho.
Os britânicos The Prodigy atuam em Vilar de Mouros a 24 de Agosto. Nome incontornável da música eletrónica com pendor maximalista, prometem devolver à pacata vila minhota o espírito frenético e explosivo dos anos 90, tão bem patente em músicas como “Breathe” e “Firestarter”. A noite de festa tem ainda The Bloody Beetroots em DJ set – uma força imparável da música hardcore e das batidas pulsantes, o rock alternativo dos Nowhere To Be Found, que com melodias cativantes e letras emotivas criam um concerto envolvente e único -, e o punk rock dos suecos Millencolin, banda conhecida pela energia contagiante aliada a letras astutas, que lhes conferem um som único e inconfundível.
No terceiro dia sobem ao palco os Within Temptation, nome maior do imaginário gótico e do rock sinfónico, com a certeza de que a voz inconfundível de Sharon den Adel deixará a plateia encantada. Logo de seguida, o vibrante drum & bass de Pendulum, que terminaram um hiato para voltar a trazer uma energia única aos palcos, fará as delícias de quem não acaba uma noite sem um bom headbanging. Também neste dia sobem ao palco os Bizarra Locomotiva, que não pouparão nas ferozes críticas à humanidade nem no som electrificante e cru do metal. Já os suecos Apocalyptica trarão o espírito inventivo do metal sinfónico, transformando os sons de instrumentos de orquestra numa forma excepcional de expressão musical.
No dia 26 de agosto, o último do Vilar de Mouros, a despedida faz-se com quatro dos nomes mais acarinhados pelo público português. Os britânicos James regressam aos nossos palcos, no ano em que celebram 40 anos de carreira e em que foram agraciados com o prestigiado PRS Music Icon Award na gala dos Ivor Novello Awards. Os Ornatos Violeta estão também confirmados, a banda de culto de várias gerações irá apresentar-se num concerto emotivo e enérgico. A comemorar 30 anos de carreira, os alemães Guano Apes regressam também ao Minho, numa viagem por riffs intensos e ásperos, pontuados pela voz de Sandra Nasić. E por falar em mulheres de garra, a irreverente e irresistível Peaches, artista multifacetada e ícone feminista encerra este cartaz.
A par de todos estes concertos, o Palco Histórico, situado na Zona Franca e que já acolheu nomes como U2 ou Elton John, entre tantos outros, terá concertos e DJs de livre acesso, mesmo para quem não tem ingresso.
![]()
Rui Lages, presidente da Câmara Municipal de Caminha, sublinhou que o Festival Vilar de Mouros “está de volta, mais forte, mais atrativo e (…) com mais um dia do que o habitual conseguimos chancelar a qualidade do CA Vilar de Mouros”. Mas os talentos do concelho também vão marcar presença no palco, fator que Rui Lages valorizou e incluiu entre as melhores notícias desta edição, significando o reconhecimento dos nossos artistas: “aliás, a primeira grande novidade é a integração da banda caminhense Micomaníacos no cartaz, uma jovem banda que tem subido a pulso e que agora tem a oportunidade de se estrear no grande palco da música”.
Em 2023, o Crédito Agrícola associa-se ao Festival como naming sponsor nascendo assim o CA Vilar de Mouros. O LIDL é o novo premium sponsor.
Os bilhetes estão à venda na See Tickets https://www.seetickets.com/pt e em www.festivalvilardemouros.pt. O passe geral, de quatro dias, 23,24,25 e 26 de agosto, tem o custo de 120 euros; o de três dias, 24, 25 e 26 de agosto, de 90 euros e o bilhete diário de 45 euros.
No âmbito das comemorações dos 900 anos da fundação da vila de Ponte de Lima, o Centro de Interpretação do Território (CIT) organiza, no próximo dia 24 de janeiro, às 14h00, um atelier dedicado à confeção artesanal da broa de milho, em forno antigo a lenha.
A Juventude Viana entra em ação esta noite, recebendo o Termas OC às 21h30, no Pavilhão José Natário, em jogo da 13.ª jornada do Campeonato Nacional da II Divisão de hóquei em patins.
O Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e a SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social assinaram um protocolo de colaboração com o objetivo de reforçar a ligação entre investigação académica, políticas públicas e desenvolvimento sustentável no Alto Minho.
O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana realizou, esta semana, uma sessão especial no âmbito das suas Oficinas Regulares de Teatro, substituindo o trabalho habitual de palco por um momento de conversa e reflexão entre os participantes.
O futsal feminino do Alto Minho entra hoje na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, com dois jogos de destaque.
Viana do Castelo vai receber, no próximo 19 de fevereiro, uma sessão do ciclo nacional “Tratar o Cancro por Tu”, iniciativa do IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto que pretende aproximar cientistas e cidadãos e esclarecer mitos sobre o cancro, uma doença que hoje é cada vez mais controlável. Segundo o investigador Manuel Sobrinho Simões, dois terços das pessoas diagnosticadas com cancro já não morrem da doença.
Está patente ao público, na Sala Dr. Francisco Sampaio (Piso 0) do Museu do Traje, a emblemática pintura “Tipo Minhoto – Les Yeux Rieurs”, de Henrique Medina, uma obra a óleo sobre tela datada de 1959.