O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, afirmou, em Viana do Castelo, que o legado que Luís Montenegro deixa ao país é uma economia a cair e que quem vai pagar a fatura é o povo português.

“Uma economia a contrair é isto que significa, significa que as pessoas podem perder o emprego e podem perder o salário e significa também que o Estado português vai ter menos receitas para investir na saúde, na habitação e na escola pública”, referiu o líder socialista, num discurso durante um almoço-comício em Viana do Castelo, distrito onde arrancou a campanha para as eleições de 18 de maio.
Pedro Nuno Santos insistiu que o legado que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, deixa é “uma economia a cair”, sublinhando que “eles falharam, mas quem vai pagar a fatura deste falhanço é o povo português”.
“Quando há um crise económica ou o que é que acontece quando o Estado não tem as receitas necessárias para pagar as suas despesas? (…) Nós sabemos o que eles fizeram quando estavam liderados por Passos Coelho [antigo primeiro-ministro] e tiveram uma crise orçamental na altura, cortam nos salários, cortam nas pensões, cortam nas despesas sociais”, salientou.
Acrescentou: – “Este é o legado que Luís Montenegro nos deixa no final dos três primeiros meses de 2025”.
Para Pedro Nuno Santos, o Governo da Aliança Democrática (AD) falhou na economia, mas falhou também naquilo que há “de mais importante para a vida coletiva, enquanto povo e comunidade, que é na saúde”.
“A saúde já tinha problemas há um ano, os socialistas nunca enganaram ninguém, nunca esconderam, havia problemas, são difíceis de resolver, mas nós estávamos a implementar uma reforma liderada por Fernando Araújo e por Manuel Pizarro, o trabalho estava a ser feito. É Luis Montenegro que promete na campanha que era fácil resolver os problemas da saúde, que os ia resolver de forma fácil e rápido”, referiu.
Pedro Nuno Santos disse que não se exigia que os problemas estivessem todos resolvidos.

“O que nós queríamos sentir era que os problemas tinham começado a ser resolvidos, só que ao fim de um ano os problemas da saúde são mais do que aqueles que nós tínhamos há um ano atrás. Nós hoje temos mais urgências encerradas, temos mais portugueses sem médico de família e temos as listas de espera para as consultas e para as cirurgias a aumentar”, sustentou.
Para o líder socialista, “Luís Montenegro não tem só um problema de seriedade”, mas também, com o seu governo, “um problema de competência”.
“O custo de vida está a aumentar, os salários ainda são baixos, nós temos dificuldade em conseguir casa, nomeadamente os nossos jovens, temos as listas de espera na saúde a aumentar e aquilo que o Governo tinha prometido, de que iria conseguir iniciar a resolução, falhou redondamente”, frisou.
Durante o comício, a cabeça de lista do PS por Viana do Castelo, a deputada e ex-ministra Marina Gonçalves, lembrou que o primeiro-ministro preferiu “eleições a esclarecimentos”, referindo-se ainda à polémica com a empresa familiar do primeiro-ministro.
“E foi aqui que Luís Montenegro mais falhou ao país. Falhou em fevereiro quando se falou do tema, falhou em março e falhou ainda esta semana quando num ato de total cobardia quis ocultar mais informação que o Partido Socialista atempadamente pediu para não estarmos hoje na situação em que estamos”, referiu.
Marina Gonçalves destacou ainda o trabalho que Pedro Nuno Santos fez por esta região enquanto ministro das Infraestruturas, nomeadamente na ferrovia, com os compromissos para o futuro da alta velocidade e para a linha do Minho, ainda na rodovia (Paredes de Coura) e na habitação.
Mas “fez mais” no último ano e na oposição, acrescentou, ao adiantar que o líder do PS assumiu um compromisso para abolir o pagamento de portagens no troço da Autoestrada 28 (A28) que beneficiou a população e empresas deste território.
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