A campanha do Chega viveu esta sexta-feira um novo momento de tensão entre a comitiva e elementos da comunidade cigana, em Viana do Castelo, pelo terceiro dia consecutivo, com troca de insultos de parte a parte.

A arruada, que começou no Largo de São Domingos, terminou com uma passagem pela feira semanal, onde aconteceu mais um momento de tensão com cerca de duas dezenas de elementos da comunidade cigana, que, ao ver a comitiva do Chega, gritaram acusações de racismo e fascismo.
Estas pessoas acusaram também o partido e o seu líder, André Ventura, de incitamento ao ódio contra esta comunidade.
O protesto começou do outro lado da rua já quando André Ventura se dirigia ao carro para abandonar o local. Alguns agentes da polícia fardados, e outros à paisana, intervieram para acalmar os ânimos e evitar o contacto direito entre os elementos dos dois lados.
“Não têm mais nada para fazer do que vir para aqui a toda a hora? Não têm trabalho para fazer? Vêm para aqui a toda a hora, vão-se embora, não andem atrás de mim pelo país todo”, atirou o presidente do Chega, dizendo que “já chega”.
“É escusado virem para aqui, vão trabalhar”, afirmou, dirigindo-se aos manifestantes.

Do lado da comitiva do Chega, ouviram-se expressões como “[vão] para a vossa terra, vagabundos” ou “vão trabalhar”.
Este foi o terceiro dia consecutivo em que se registaram momentos de tensão e de troca de insultos entre elementos do Chega e da comunidade cigana, desde o início da campanha eleitoral, no domingo.
Nas ruas do centro de Viana, e minutos depois de um período de chuva intensa, foram poucos aqueles com quem se cruzou a comitiva encabeçada por André Ventura e pelo cabeça de lista pelo distrito, Eduardo Teixeira.
Nas poucas interações com populares, André Ventura foi abordado para cumprimentos e fotos por pessoas que deixaram palavras de apoio, mas houve quem também virasse a cara ao líder do Chega.
A certa altura do percurso, Eduardo Teixeira assinalou que o grupo estava a fazer parte do caminho da procissão em honra de Nossa Senhora d’Agonia, o que levou Ventura a comentar: “espero que não seja o nosso no dia 18”.
Antes do momento de encontro com elementos da comunidade cigana, o presidente do Chega admitiu que Viana do Castelo “é um distrito difícil”, mas mostrou-se esperançoso de que seja possível “subir o resultado”.
O cabeça de lista concretizou este objetivo e pediu a eleição de dois deputados.
André Ventura disse também querer mostrar, nesta campanha eleitoral, que o Chega “é a alternativa que faz falta” e afirmou que tem sentido um “grande apoio popular”.
Questionado sobre a razão por que não transmite medidas do partido às pessoas com quem se cruza, o líder do Chega argumentou que as arruadas em que participa “são de contacto segundo a segundo” e que “num segundo não se explica uma proposta”.
“As pessoas sabem quais são as nossas propostas”, argumentou.
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A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai manter em 200 mil euros o investimento na iluminação de Natal, mas alargar o número de ruas abrangidas. O protocolo de cooperação com a Associação Empresarial do Distrito de Viana do Castelo (AEDVC) foi aprovado por unanimidade esta terça-feira, em reunião do executivo municipal.
O controlo de espécies invasoras em 3,78 hectares e a proteção dos ninhos do borrelho-de-coleira-interrompida estão entre os resultados do projeto BIOCOSTEIRO em Viana do Castelo. A iniciativa, desenvolvida em parceria com entidades de Pontevedra, terminou após três anos de trabalho.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 633 pessoas em flagrante delito e detetou 8 257 infrações rodoviárias em operações realizadas em todo o país entre 18 e 24 de setembro.
A petição que contesta a interrupção da iluminação pública entre as 03h00 e as 05h00 em Viana do Castelo ultrapassou as mil assinaturas, segundo o promotor da iniciativa, Ricardo Luis. As assinaturas foram enviadas à Câmara Municipal, juntamente com um pedido de audiência ao presidente do Município.
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