Nelson Oliveira e Rui Costa vão representar Portugal nas provas de estrada dos Jogos Olímpicos Paris2024, com o campeão mundial de omnium, Iúri Leitão, a unir-se a Rui Oliveira na pista, anunciou a Federação Portuguesa de Ciclismo.
Os dois mais experientes ciclistas portugueses entre os pré-convocados são os eleitos do selecionador José Poeira, em detrimento de João Almeida (UAE Emirates), terceiro classificado no Giro2023, do recém-coroado campeão nacional de contrarrelógio e vigente vice-campeão mundial de sub-23, António Morgado (UAE Emirates), de Ruben Guerreiro (Movistar) e de Rui Oliveira (UAE Emirates).
Esta será a quarta participação em Jogos Olímpicos de Nelson Oliveira (Movistar), ‘responsável’ por conquistar uma quota extra para Portugal no contrarrelógio, com o seu sexto lugar nos Mundiais de 2023.
Além do ciclista de 35 anos, recordista de presenças olímpicas no ciclismo (Londres2012, Rio2016, onde foi sétimo no ‘crono’, e Tóquio2020), José Poeira escolheu Rui Costa (EF Education-EasyPost), que no domingo se sagrou, pela terceira vez na carreira, campeão nacional de fundo.
Aos 37 anos, o campeão mundial de 2013 irá participar pela terceira vez em Jogos Olímpicos, depois de um 10.º lugar no Rio2016 e um 13.º em Londres2012 (ambos na prova de fundo).
“Foi das decisões mais difíceis que tive de tomar ao longo destes anos. Temos demasiada qualidade para tão poucas vagas olímpicas. Escolhi dois corredores, com base nas suas características e adaptação aos percursos das provas, mas qualquer um dos pré-convocados daria garantias de uma representação digna, de qualidade e ambiciosa de Portugal. Com as escolhas que agora anunciámos, temos a ambição de lutar pelo diploma olímpico no contrarrelógio e de trabalhar em equipa para nos batermos pelas melhores posições na prova de fundo”, indicou José Poeira, citado na newsletter da FPC.
Oliveira e Costa vão alinhar no contrarrelógio, em 27 de julho, e na prova de fundo, em 03 de agosto.
Para a estreia lusa em provas masculinas de pista, sem surpresas, Gabriel Mendes selecionou o campeão mundial Iúri Leitão para o omnium, com o vianense da Caja Rural a ter a companhia de Rui Oliveira, o único ciclista que estava pré-selecionado nas duas vertentes, no madison.
O selecionador de pista preteriu Ivo Oliveira (UAE Emirates), que regressou este fim de semana à competição após ter fraturado a mão, João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), que correm em duas equipas nacionais.
“Há quatro anos, conseguimos a estreia na vertente feminina. Agora, estaremos também presentes no setor masculino. E conseguir um resultado semelhante ao de há quatro anos – um diploma olímpico – seria muito bom”, antecipou o selecionador nacional de pista.
Já em femininos, Maria Martins ‘repete’ presença, com Gabriel Mendes a escolher a mulher que estreou o ciclismo de pista português em Jogos Olímpicos, sendo sétima em Tóquio2020.
Embora tenha falhado a seleção na pista, Daniela Campos (Eneicat-CMTeam) é a eleita para o regresso das mulheres lusas à prova de estrada dos Jogos Olímpicos.
Vinte e oito anos depois da participação de Ana Barros na prova de fundo dos Jogos Olímpicos Atlanta1996, a recém-coroada campeã nacional de fundo e contrarrelógio vai alinhar, em 04 de agosto, nos 158 quilómetros nas ruas de Paris.
Se Campos fará a estreia em Jogos, Raquel Queirós (BH Coloma Team), 27.ª em Tóquio2020, repetirá presença, sendo a eleita do selecionador nacional de BTT, Pedro Vigário, para ocupar a vaga na prova feminina de ‘cross country’ olímpico (XCO).
O ciclismo português terá em Paris2024, que decorre entre 26 de julho e 11 de agosto, a maior delegação de sempre em Jogos Olímpicos.
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