O Politécnico de Viana do Castelo foi o anfitrião da terceira reunião transnacional do FISATUR, projeto europeu que visa desenvolver experiências de turismo sustentável, aliadas à pesca, aquacultura e património marítimo.
Coorganizada com a CIM do Alto Minho, a reunião reuniu parceiros de Espanha e França para avaliar os eixos de Gestão e Coordenação (WP1), Comunicação (WP5, coordenado pelo IPVC) e Navegação Comercial (WP4).
Durante o encontro, que decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG-IPVC) ao longo de dois dias, os parceiros partilharam, além dos planos de ação, a implementação do programa de incubação dos projetos inovadores selecionados em cada país. Este programa já arrancou, com sessões de mentoria e reuniões de trabalho que apoiam ideias emergentes nas áreas de turismo e sustentabilidade costeira.
“A região está mobilidade em avançar com estes projetos, o que é extremamente positivo, e têm surgido projetos muito interessantes” | Goretti Silva, docente e investigadora do IPVC
A vice-presidente do IPVC, Ana Paula Vale, salienta ainda que o projeto “é uma plataforma colaborativa que promove o intercâmbio de experiências para fortalecer economias locais e valorizar o património costeiro.”
“Temos tido uma boa adesão por parte da comunidade, desde entidades públicas e privadas. No projeto de incubação, temos projetos ligados à investigação, mas também projetos que incorporam recursos naturais em atividades económicas, como valorização gastronómica e valorização de produtos de pescado, alojamento temático ou projetos ligados a atividades turísticas. A região está mobilidade em avançar com estes projetos, o que é extremamente positivo”, descreve Goretti Silva, docente e investigadora do IPVC, responsável, em Portugal, pelo FISATUR.
O FISATUR, além de promover o turismo sustentável na pesca e no património marítimo da região atlântica, é também “uma plataforma colaborativa, que incentiva o intercâmbio de ideias e experiências entre os países e as entidades-parceiras, com o objetivo de fortalecer as economias locais e valorizar o património cultural e natural das zonas costeiras”, afirma a vice-presidente do Politécnico de Viana do Castelo com o pelouro da Mobilidade e Cooperação Internacional, Ana Paula Vale.
A reunião transnacional contou, ainda, com a presença de José Paulo Queiroz, da CIM do Alto Minho, que destacou a importância do FISATUR enquanto projeto que centra a sua ação em “reconstruir para valorizar um património tão rico e variável, como aquele que existe na zona costeira.”
No final do processo de incubação, as duas melhores ideias de cada país serão premiadas e terão a oportunidade de integrar a rota de navegação de um catamarã entre França e Portugal, facilitando intercâmbios B2B (Business to Business) com experiências na costa atlântica. Além disso, os projetos vencedores poderão usufruir de um prémio de três mil euros em serviços de apoio ou equipamentos, e participar num programa personalizado de mentorias.
O projeto internacional envolve seis parceiros de três países – o Politécnico de Viana do Castelo e a CIM do Alto Minho, em Portugal, a FUNDAMAR e o ICSEM, em Espanha (Galiza), e ainda L’Institut Agro Rennes-Angers e a Technopole Quimper-Cornouaille, em França (Bretanha).
O FISATUR é cofinanciado pela União Europeia, através do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (FEMPA) e gerido pela Agência de Execução Europeia do Clima, das Infraestruturas e do Ambiente (CINEA).
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