A Ocean Winds responsável pela instalação ao largo de Viana do Castelo do primeiro parque eólico flutuante da Europa está a estudar o impacto ambiental do projeto Windfloat Atlanticna biodiversidade. O diretor do parque eólico flutuante disse que no início de 2024 deverão ser conhecidos os primeiros resultados da investigação.
José Pinheiro recebeu hoje, no porto de mar de Viana do Castelo, local onde está instalada a Ocean Winds, o bastonário da Ordem dos Engenheiros que veio visitar o Windfloat Atlantic.
O parque com tecnologia Windfloat é composto por três plataformas flutuantes que sustentam turbinas com capacidade instalada de 25 megawatt (MW), ligado a um cabo de 18 quilómetros, instalado a 100 metros de profundidade no fundo do mar, com capacidade para receber 200 MW de energia renovável, e que, atualmente, produz 25 MW. “Sendo a Ocean Winds pioneira e gestora do projeto Ocean Winds, aproveitamos a oportunidade real para estudar o lado de engenharia e da componente operacional do projeto, mas também o lado ambiental com mais definição e detalhe (…). Temos noção que é muito importante provar a bondade ambiental ou, pelo menos estudá-la em detalhe para podermos chegar a conclusões científicas, com factos e, depois, fazer interpretações e adaptarmo-nos a essas realidades”, afirmou José Pinheiro.
A investigação abrange, entre outros aspetos “um conjunto de monitorizações, mapeamento e quantidade de espécies” na envolvente do projeto Windfloat. “Como vamos um pouco à frente na utilização deste tipo de tecnologia, é, para nós, extremamente importante perceber essas interações. É fundamental partir da base. Se se provar que um conjunto de equipamentos instalados no mar, do ponto de vista ambiental, não são, pelo menos, malignos, é peça fundamental para poder coexistir com outras atividades e com sinergias com a pesca, a aquacultura e mais investigação”, sustentou.

O WindFloat Atlantic é apoiado por entidades públicas e privadas e é financiado pela Comissão Europeia, pelo Governo português e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). Já o bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE), Fernando de Almeida Santos, destacou que o projeto Windfloat integra o livro “Engenharia XXI”, editado pela instituição e que reúne as melhores obras, projetos e soluções de engenharia portuguesa, dos últimos 20 anos”, como sendo “um exemplo de boa engenharia”.
“A engenharia portuguesa é de excelência, não fica a dever nada a engenharias internacionais. Conseguimos ter dimensão de liderança e exportar engenheiros, um recurso humano estratégico que faz muita falta a Portugal. Uma das grandes obrigações dos portugueses é reter os nossos talentos. Precisamos de muita que está a sair de Portugal e de outra que devíamos estar a formar e não estamos porque não há procura de alguns cursos de engenharia”, disse Fernando de Almeida Santos.
O projeto vencedor da II EPIC Hackathon será revelado esta quarta-feira, dia 1 de abril, pelas 11h15, numa sessão que decorrerá na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
O Centro Social da Paróquia de Santa Marta recebeu, recentemente, o Orfeão da União do Porto para uma atuação memorável, dedicada às valências da área da infância e do Centro de Dia.
A PSP de Viana do Castelo deteve, no dia 24 de março, pelas 08h50, uma mulher de 37 anos, residente no concelho, pelo crime de desobediência.
Vila Nova de Cerveira vai receber, no próximo dia 2 de maio, às 15h30, o espetáculo “A Dama e o Vagabundo – O Musical”, uma produção dirigida ao público familiar que promete animar o fim de semana no Palco das Artes de Vila Nova de Cerveira.
A patinagem artística esteve em evidência em Fafe, no fim de semana, com a EDV a alcançar um desempenho de excelência no Campeonato e Torneio Nacional de Show e Precisão, ao conquistar o primeiro lugar em todas as categorias em que participou.
A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, inaugura no próximo dia 10 de abril a exposição “O Portugal de Todd Webb”, uma mostra inédita em Portugal que reúne fotografias captadas pelo reconhecido fotógrafo norte-americano Todd Webb durante as suas viagens pelo país entre as décadas de 1970 e 1980.
O presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez alertou para a inadequação do atual modelo de combate a incêndios rurais, defendendo a sua reformulação face ao aumento de ocorrências fora do período considerado crítico.