O presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) estimou dotar o hospital de Viana do Castelo de uma nova urgência pediátrica até 2028, num investimento orçado em cerca de dois milhões de euros.

João Porfírio Oliveira, que falava aos jornalistas durante uma visita às instalações transitórias daquele serviço, adiantou que até final deste ano será lançado o concurso público para a elaboração do projeto de arquitetura das obras de remodelação das urgências pediátrica e de adultos, num investimento total de cerca de cinco milhões de euros.
A urgência pediátrica do hospital de Santa Luzia, que funciona há 15 anos em contentores “degradados e acanhados” e que atende 56 crianças por dia, mudou-se na quarta-feira para novos contentores, mas “com mais conforto e segurança” para utentes e profissionais de saúde, até que seja concluída a requalificação da urgência.
“Esta fase é necessária, obrigatória, mas é transitória para conseguirmos intervir na área definitiva, onde vai ficar a urgência de adultos, completamente renovada, mas também a urgência pediátrica, garantindo a separação entre o atendimento pediátrico e de adultos”, sublinhou João Porfírio Oliveira.
O responsável referiu que a obra de requalificação da urgência tem de ser “rápida”, mas “bem pensada, bem estrutura e projetada”.
“Só pode ser uma situação transitória, caso contrário entramos no desgaste dos profissionais. Já temos essa experiência de outros hospitais. Temos mesmo de garantir que seja uma obra rápida, que perdure no tempo”, frisou.
Segundo João Porfírio Oliveira, nalguns serviços as instalações do hospital de Santa Luzia são “as de origem” daquela unidade que entrou em funcionamento na década de 80 do século passado.
“É obrigatório criar melhores condições de trabalho para os profissionais e de segurança para os utentes”, referiu.
A diretora do serviço de urgência, Soraia Oliveira, sublinhou que as instalações em funcionamento desde quarta-feira estão interligadas com todas as áreas da urgência pediátrica, garantem um “circuito autónomo” de atendimento das crianças.

“É um projeto provisório, mas que garante todas as condições. Tem três consultórios médicos, uma sala polivalente de tratamentos onde os colegas de ortopedia e cirurgia geral podem realizar os procedimentos. Ou seja, não é a criança que vai ao médico, é o médico que vem até à criança”, destacou.
Os novos contentores dispõem ainda de “sala de estabilização para situações mais complexas e críticas e de isolamento, o que não existia nas instalações anteriores”.
“É uma recomendação do Ministério da Saúde que a ULSAM põe em prática. Com estas mais-valias estamos a dignificar as crianças, a dar-lhes mais conforto e segurança. Não estamos a pôr as crianças no meio dos adultos, como acontecia até agora”, sublinhou.
Além dos utentes, Soraia Oliveira realçou que os profissionais de saúde estão “muitos satisfeitos” com as atuais, “o que não acontecia nos contentores anteriores, de menor dimensão e bastante degradados”.
A responsável acrescentou que o novo espaço permitiu separar o sistema de triagem, até agora conjunto de crianças e adultos, estimando uma redução do tempo de espera.
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