O Gabinete de Atendimento à Família (GAF) de Viana do Castelo vai promover, na próxima semana, uma reflexão sobre o papel das instituições sociais, organizando uma marcha de reconhecimento de um setor “nem sempre valorizado”.
“Não é uma marcha com uma lógica de reivindicação, mas para dizer que existimos, temos um impacto muito significativo na sociedade, contribuímos de forma muito positiva para a sociedade, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) e de mercado de trabalho, e, por esse motivo, é importante que nos valorizem e reconheçam o nosso trabalho”, afirmou hoje à agência Lusa a coordenadora do GAF, Leandra Rodrigues.
A iniciativa abre a 30.ª edição das jornadas da instituição, com sede em Viana do Castelo, que decorrem na próxima quinta e sexta-feira, como o tema “3.º Setor: Na linha da frente…e depois?”.
Os participantes na marcha pelo reconhecimento do setor social, que está marcada para o dia 23, vão envergar uma camisola numa iniciativa sem palavras de ordem ou cartazes.
A partida acontecerá às 09:30 do auditório professor Lima de Carvalho e terá a duração de cerca de uma hora e meia.
A ação vai percorrer as principais artérias da cidade que estarão fechadas à circulação automóvel, para “dar mais visibilidade à mensagem que o GAF pretende passar”.
“É um momento em que as pessoas vão sair para as ruas para dar visibilidade ao trabalho que as instituições sociais desenvolvem, por percebermos que não é valorizado por diferentes setores da sociedade. Os nossos parceiros mais diretos, as entidades públicas, reconhecem o trabalho das instituições sociais, mas percebemos que este trabalho não é devidamente valorizado pela própria comunidade”, afirmou Leandra Rodrigues.
Para a coordenadora do GAF, “o Estado, muitas vezes é o primeiro a não reconhecer o trabalho das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

“Muito do nosso trabalho é desenvolvido em substituição do Estado. É um trabalho que o Estado assume mas que depois contratualiza com as instituições sociais, mas nem sempre a forma como contratualiza faz jus ao que efetivamente é feito pelo setor. Há estudos que revelam que o trabalho feito pelo setor social é mais profissionalizado, com bastante rigor, mas que muitas vezes, até financeiramente, é mal pago”, sublinhou.
O GAF, que no dia 24 cumpre 30 anos de atividade, está a apelar à participação através das redes sociais e de convites enviados a diversas entidades do setor social do distrito de Viana do Castelo e até de concelhos vizinhos de outros distritos, estimando que a iniciativa possa vir a contar com mais de 100 participantes.
O gabinete “ao serviço da promoção da dignidade da pessoa humana” desenvolve intervenções diversificadas para garantirem aos mais desfavorecidos o direito pleno de cidadania e respeito incondicional pela igualdade na diversidade.
A 30.ª edição das jornadas do GAF, este ano sob a responsabilidade das equipas técnicas que coordenam as várias áreas de intervenção da instituição, vai “abordar a temática das organizações comunitárias e sociais do 3.º Setor (IPSS)”.
Estas instituições pretendem ser “organizações que fazem uma opção pelas grandes causas sociais de inclusão, demarcando-se das organizações que visam a produtividade ao serviço dos grandes grupos económicos/minorias dominadoras, com marcas de competição desenfreada, focalizada na produção de resultados, excluindo os cidadãos vulneráveis, inviabilizando ou dificultando a promoção da justiça social”.
As “jornadas, abertas preferencialmente à comunidade local do distrito, pretendem proporcionar momentos de reflexão e formação aos profissionais das áreas sociais e humanas que intervêm em equipas multidisciplinares nas várias instituições das comunidades locais, com grupos-alvos mais vulneráveis, em ordem a devolver-lhes a condição de plenos direitos e deveres”.
A Polícia de Segurança Pública (PSP), através da Esquadra de Investigação Criminal do Comando Distrital de Viana do Castelo, realizou uma operação policial no âmbito do combate aos crimes contra o património, que culminou na identificação de uma mulher suspeita da prática de furtos em lares de terceira idade.
A Romaria de Nossa Senhora d’Agonia, considerada a maior romaria de Portugal, voltou a receber o reconhecimento como Projeto de Interesse Cultural, distinção atribuída pelo Ministério da Cultura. Esta certificação destaca o valor histórico, religioso e patrimonial da festa e permite que o evento se enquadre no regime de Mecenato Cultural, incentivando o apoio de empresas e cidadãos.
O Sport Clube Vianense, considerado o clube mais antigo a praticar futebol em Portugal, assinala esta sexta-feira, 13 de março, o seu 128.º aniversário, com um conjunto de iniciativas que se prolongam até ao próximo dia 29 de março.
O Município de Ponte de Lima organiza, no próximo sábado, dia 14 de março, às 10h30, mais uma sessão do programa “Leituras Encenadas – O Sótão da Paula”, destinada a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos.
Viana do Castelo recebeu uma das quatro sessões promovidas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), no âmbito do Programa CLUBE TOP, iniciativa que visa apoiar o desenvolvimento de clubes desportivos mais sustentáveis, qualificados e integrados nas suas comunidades.
A licença comunitária da Auto Viação Cura foi revogada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), obrigando à substituição imediata do operador responsável por várias carreiras de transporte público rodoviário no território do Alto Minho.
O SC Braga saiu derrotado por 2-0 frente ao Ferencváros, em Budapeste, no encontro da primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, ficando em posição difícil para seguir em frente na competição.