O início do julgamento dos nove arguidos suspeitos de integrarem uma associação criminosa dedicada a assaltos a ourivesarias no Alto Minho ficou esta sexta-feira marcado por uma forte presença policial junto ao Tribunal de Viana do Castelo.

No primeiro dia de julgamento, apenas uma mulher entre os nove arguidos prestou declarações perante o coletivo de juízes, negando todos os crimes de que está acusada pelo Ministério Público (MP). Natural e residente na Galiza, a arguida afirmou conhecer apenas um dos arguidos, por ser colega de trabalho do seu companheiro, também ele arguido no processo.
À chegada dos arguidos ao tribunal, foi visível o reforço de segurança.

Segundo o Ministério Público, os arguidos estão acusados da prática, em coautoria, de um crime de associação criminosa, dois crimes de furto, um crime de furto qualificado na forma tentada, um crime de roubo qualificado na forma tentada, dois crimes de falsificação ou contrafação de documento agravado e um crime de detenção de arma proibida.
A acusação associa o grupo a uma tentativa de assalto a uma ourivesaria em Vila Verde, em fevereiro de 2024, e ao assalto a uma ourivesaria em Valença, em novembro do mesmo ano, ocorrido quando os arguidos já se encontravam sob investigação.
O MP sustenta que a alegada organização criminosa terá sido criada por quatro arguidos residentes na Galiza, um dos quais apontado como líder, com o objetivo de cometer crimes contra o património, em particular assaltos a ourivesarias na região do Alto Minho, recrutando para o efeito outros elementos de várias nacionalidades.
Durante o assalto em Valença, os arguidos terão entrado armados na ourivesaria, ameaçado os proprietários e agredido um deles, sendo impedidos de concretizar o roubo devido à rápida intervenção das autoridades.
O alegado líder do grupo tinha na sua posse 118.830 euros, montante que o Ministério Público considera resultar da atividade criminosa, tendo requerido o seu perdimento a favor do Estado.
Dos nove arguidos, quatro residem em Espanha, um tem nacionalidade albanesa, dois são oriundos de Marrocos e dois de Itália. Todos se encontram em prisão preventiva.
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