A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) voltou hoje a pedir que os dadores voltem a ter o direito à dispensa laboral no dia que realizam a dádiva e a regulamentação do Estatuto do Dador de Sangue.

Em comunicado, para assinalar o Dia Mundial do Dador de Sangue que se comemora na sexta-feira com o lema “Muito obrigado Dadores de Sangue”, a FEPODABES volta a reivindicar o direito à dispensa ao trabalho no dia em que realizam a dádiva, possibilidade, referem, que lhes foi retirada em 2011 durante a presença da ‘troika’ em Portugal.
O presidente da FEPODABES, Alberto Mota, citado na nota, indica que a Assembleia da República aprovou em 2012 o Estatuto do Dador de Sangue, mas “manteve essa lacuna, deixando por resolver uma das questões que tem impacto direto no número de dadores diariamente”.
Alberto Mota apelou também à “regulamentação do Estatuto do Dador de Sangue, aprovado em 2012, que não avançou.
Na nota, o presidente da FEPODABES alertou mais uma vez “para a falta de profissionais de saúde nomeadamente nos três Centros de Sangue do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, falta essa que nos últimos tempos tem sido a causa maior dos cancelamentos de brigadas de colheitas de sangue no exterior dos três centros”.
No âmbito do Dia Mundial do Dador de Sangue, Alberto Mota agradeceu aos dadores, apelando a que mais pessoas doem sangue.
“Todos os dias são necessárias cerca de 1.000 a 1.100 unidade de sangue para fazer face ao consumo dos hospitais, lembrou Alberto Mota, realçando que o sangue é essencial para tratamentos e intervenções urgentes e pode ajudar pacientes que sofrem de condições com risco de vida, além de apoiar procedimentos médicos e cirúrgicos complexos.
“O sangue também é vital para o tratamento de feridos durante emergências de todos os tipos (desastres naturais, acidentes, conflitos armados etc.) e tem um papel essencial nos cuidados maternos e neonatais”, segundo a Federação.
O Programa Regional Norte 2030 aprovou a candidatura para a construção do Centro de Investigação 3AR, na Escola Superior Agrária da Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC), em Refoios do Lima. O projeto pretende reforçar a investigação aplicada, a inovação e a ligação ao setor agroalimentar e aos recursos endógenos da região.
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