Os cidadãos que pretendam votar em mobilidade têm de apresentar um documento oficial com fotografia atualizada em qualquer mesa de Portugal continental, regiões ou estrangeiro, segundo o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Votar em mobilidade “significa que em vez de ter de se deslocar à sua mesa de voto habitual onde está recenseado, tem a faculdade de, se o desejar e sem prejuízo de manter as suas rotinas de sempre, poder ir a outro sítio” fazê-lo, disse à Lusa Fernando Anastácio, porta-voz da CNE.
Agora, para realizar o voto em mobilidade nas eleições europeias de 09 de junho, ou seja, em qualquer mesa de voto do país ou do estrangeiro, o cidadão terá de apresentar qualquer documento oficial com fotografia atualizada, lembrou o responsável, dando o exemplo do passaporte, carta de condução ou bilhete de identidade.
A aplicação digital do Cartão de Cidadão também pode ser utilizada.
Além disso, através do portal do eleitor (www.portaldoeleitor.pt) é possível saber onde ficam as mesas voto mais perto e a sua afluência em tempo real, destacou o porta-voz da CNE.
“Qualquer pessoa recenseada pode votar em Portugal continental, regiões e até no estrangeiro”, referiu.
Se uma pessoa estiver recenseada no Algarve e de férias em Paris poderá votar, tendo apenas de apresentar o documento oficial com fotografia atualizada.
“Vota na rede consular” e para tal basta consultar a página da CNE, adianta. A votação no estrangeiro decorre nos dias 08 e 09 de junho.
Quanto a um reforço do número de boletins de voto disponíveis nas mesas, Fernando Anastácio disse que, “mesmo que não houvesse voto em mobilidade, as mesas recebem sempre 20% acima dos votos dos eleitores que estão inscritos”.
Por exemplo, “se uma mesa tem 1.200 eleitores, recebe 1.500 boletins de voto”, ilustrou, referindo que isso acontece em todo país.
“Há mecanismos que estão organizados” que afastam qualquer problema de logística de eventual falta de boletins de voto numa determinada mesa de voto, reforçou.
Segundo “as projeções e a organização que a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna tem sobre isso organizado com as câmaras, o material para votos será o suficiente para todos os sítios”, asseverou.
Nos sítios “onde há uma previsão de que possa haver um maior aglomerado estão criados os mecanismos para que não faltem boletins de voto”, prosseguiu, garantindo que essa “não é a preocupação dominante”.
A maior preocupação é que “todos os sistemas funcionem do ponto de vista das comunicações, essa é que é a novidade”, rematou.
As assembleias de voto abrem no domingo às 08h00 e fecham às 19h00.
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