Os autarcas de Caminha, Rui Lages e de A Guarda, Roberto Carrero reuniram-se esta quarta-feira, em Caminha, para abordar os dossiês comuns. Entre os temas em discussão esteve "a ligação fluvial e a criação de uma eurocidade entre os dois municípios da ribeira Minho", revelou o Município de Caminha, numa nota de imprensa.

No que toca à ligação fluvial entre Caminha e A Guarda, suspensa desde 2020, uma das preocupações demonstradas prendeu-se com o assoreamento do rio Minho, e do canal do ferry, que põe em causa a navegabilidade do mesmo. “É necessário encontrar financiamento por parte dos Estados para que o rio Minho possa ser desassoreado e garantir uma ligação fluvial mais robusta e efetiva. Não só para que o ferry possa navegar, mas também para que a pesca e as atividades náuticas possam acontecer de forma mais segura”, afirmaram os autarcas.
“Necessitamos de ter uma ligação efetiva e regular entre estes dois povos, que desde sempre viram o Rio Minho como um espaço comum que nos une, mas a verdade é que, nestes últimos tempos tem vindo a ser um espaço que nos separa, por contingências alheias aos próprios concelhos”, confidenciaram.
A cooperação institucional foi também outros dos temas centrais da reunião. “A criação de uma Eurocidade entre Caminha e A Guarda é um dos temas que os autarcas pretendem desenvolver a curto prazo e a cultura e o desporto serão uma ponte que se pretende explorar entre as duas margens do rio Minho”, lê-se na nota de imprensa.
A construção de parques eólicos na costa atlântica que banha os dois municípios foi ainda outro dos pontos em discussão. Uma preocupação de ambos os autarcas, “sendo compromisso dos mesmos, tudo fazer ao seu alcance, junto das Entidades competentes, para minimizar os impactos no território transfronteiriço, defendendo a pesca, a população, o turismo e o território”.
Segundo a nota do Município, ficou também agendado um novo encontro, para reavaliar o ponto de situação dos referidos dossiês, no concelho de A Guarda.
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