Logo
Nacional

Estudantes de Medicina exigem ajuda para encargos “não comparticipados mas obrigatórios”

29 Abril, 2024 | 12:03
Partilhar
Viana TV
3 min. leitura

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) quer pôr na ordem do dia a discussão sobre os encargos “não comparticipados mas obrigatórios” associados à frequência do Ensino Superior por um estudante de Medicina, disse hoje a presidente.

À Lusa – e em antecipação da ação “Acessibilidade não deve ser miragem!”, agendada para terça-feira às 16:00 na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, – Rita Ribeiro falou dos custos associados ao estudo da Medicina, situação que não é exclusiva deste curso, mas que “fica ainda mais dificultada” na fase do estágio clínico, ou seja, quando os futuros jovens médicos estagiam em hospitais e/ou unidades de cuidados primários fora da área geográfica onde até aí estão.

“Os estágios curriculares não se restringem aos hospitais nucleares. No Minho, em Lisboa e no Algarve as distâncias podem ascender aos 90 quilómetros. Às vezes ocorrem em localidades com poucos acessos ou poucas opções de transportes”, disse Rita Ribeiro.

Recorrendo ao exemplo dos estudantes de Medicina da Universidade do Minho, que fazem estágio clínico nas Unidades Locais de Saúde de Braga, Alto Ave (zona de Guimarães) ou Alto Minho (Viana do Castelo), a presidente da ANEM disse saber que há estudantes “duplamente deslocados”.

“Há quem tenha uma casa em Braga e outra em Viana do Castelo”, contou, salvaguardando que neste caso, o da Universidade do Minho, “felizmente os estudantes têm acesso ao autocarro entre os polos universitários [Gualtar, em Braga, e Azurém, em Guimarães], mas de fora fica quem vai para outras localizações, nomeadamente as do Alto Minho ou Gerês, Esposende, Famalicão, Barcelos e Terras de Basto, entre outras.

“Esta situação acontece em Lisboa e em outras regiões. Só na Beira Interior há um transporte interno e acessível que custa um euro”, disse.

Rita Ribeiro juntou às dificuldades com habitação e transporte, as associadas com os custos da alimentação e dos materiais e livros de estudo.

“Sabemos que um estudante do Ensino Superior deslocado precisa, mensalmente e em média, de 545 euros/mês para propina e habitação. Depois é tudo o resto”, referiu, referindo-se a um número obtido através das oito escolas médicas portuguesas públicas.

De acordo com esses dados, as refeições nos estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde é, em média, de 4,54 euros, valor “comparativamente elevado” se tiver por base, como disse à Lusa a presidente da ANEM, os 2,77 euros de uma refeição social das cantinas das universidades.

Para colocar este tema na ordem do dia, a ANEM marcou para terça-feira uma concentração de estudantes de Medicina que exigem melhor acessibilidade ao Ensino Superior e convida outras associações de outros cursos a juntarem-se.

“Esta iniciativa serve para marcar, de forma simbólica, o início de um debate que deve ser muito profundo sobre esta matéria. Queremos envolver as associações académicas, as escolas médicas, mas também a tutela, através do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, os hospitais, as autarquias locais e/ou as comunidades intermunicipais ou as áreas metropolitanas”, referiu.

Entre as propostas que pretendem tornar públicas está a atribuição de verbas monetárias à comunidade estudantil de Medicina para despesas associadas ao transporte para estágios, bem como a garantia do equipamento de proteção individual a todos os estudantes de Medicina.

Soma-se o pedido por apoio financeiro ou em espécie para obtenção do material obrigatório para os estágios clínicos e a atribuição de um valor para a cobertura das refeições associadas aos estágios clínicos em meio hospitalar.

Fundada em 1983, a ANEM é a Federação que agrega as associações e núcleos das oito escolas médicas públicas portuguesas, representando cerca de 10.500 estudantes de Medicina em Portugal.

Programas de Autor

Episódios Recentes Ver Mais

Notícias

Nacional 18 Fevereiro, 2026

Concurso da Mordoma do Cartaz da Romaria d’Agonia decorre entre 20 de fevereiro e 2 de março

A cidade de Viana do Castelo volta a preparar-se para um dos momentos mais simbólicos da sua maior festa popular. O concurso para eleição da Mordoma do Cartaz da Romaria d’Agonia 2026 vai decorrer entre os dias 20 de fevereiro e 2 de março, reforçando a projeção internacional daquela que é uma das celebrações culturais e religiosas mais emblemáticas de Portugal.

Cultura 18 Fevereiro, 2026

DJ internacional Cirillo JR junta-se a DJ Pette no Club Lote 5

O Club Lote 5 e a Timbre Cósmico estão a preparar mais um super evento no Club Lote 5 na marina de Viana do Castelo.

Regional 18 Fevereiro, 2026

Viana do Castelo acelera licenciamento de obras com Inteligência Artificial

Viana do Castelo está a dar mais um passo na modernização da administração municipal. O presidente da Câmara, Luís Nobre, anunciou esta quarta-feira que o serviço de gestão urbanística já está a utilizar Inteligência Artificial (IA) para agilizar os processos de licenciamento de obras.

Regional 18 Fevereiro, 2026

Papagaios-do-mar aparecem mortos em praias de Viana do Castelo

Na freguesia de Carreço, em Viana do Castelo, cerca de duas dezenas de papagaios-do-mar foram encontrados mortos ao longo de um curto troço de areal nas praias do Canto Marinho e do Lumiar.

Regional 18 Fevereiro, 2026

Viana do Castelo: Cadáver de Orca encontrado na Praia Norte

Uma Orca morta foi, esta manhã, encontrada na Praia Norte, na freguesia de Areosa, e removida pelas autoridades locais.

Regional 18 Fevereiro, 2026

Vale do Lima encerra ciclo como Região Europeia da Gastronomia e Vinho com gala em março

O Município de Ponte de Lima organiza, em conjunto com os municípios de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Viana do Castelo, bem como com a AMPV – Associação de Municípios do Vale do Lima, a Gala de Encerramento da distinção Região Europeia da Gastronomia e Vinho 2025.

Regional 18 Fevereiro, 2026

Município apoia compra de ambulância para Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, por unanimidade, a atribuição de apoio financeiro à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo para aquisição de uma ambulância de transporte de doentes, num investimento global de 72 mil euros.