O presidente da Câmara de Ponte de Lima disse hoje que a previsão de criação, no concelho, de uma estação da ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo, Espanha, é uma vitória do distrito de Viana do Castelo.
O troço Braga-Valença da ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo prevê estações em Braga, Ponte de Lima e Valença, de acordo com o caderno de encargos do estudo ambiental a que a Lusa teve hoje acesso.
Segundo documentos dos estudos ambientais contratados pela Infraestruturas de Portugal (IP), prevê-se o estudo de uma estação de Alta Velocidade em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, no âmbito da “primeira fase” da linha Porto-Vigo, cuja entrada ao serviço está prevista “até 2030”.
“Nos últimos dois anos tenho estado em contacto direto com os intervenientes e, se assim for consideramos esta notícia como uma vitória em prol do desenvolvimento de Ponte de Lima e do distrito no geral”, afirmou Vasco Ferraz.
O autarca do CDS-PP adiantou que vai estar “atento à proposta que vai ser apresentada com o intuito de, ainda assim, defender da melhor forma as nossas populações”.
“Sabemos que é uma realidade efetiva, só temos de negociar as melhores e as piores decisões do projeto”, disse.
Vasco Ferraz realçou ainda que, “além da paragem do comboio de alta velocidade, está também previsto que a linha ferroviária possa receber circuitos de comboios regionais, situação pela qual o concelho espera há mais de 100 anos”.
“Será certamente um projeto que vem reafirmar a nossa localização estratégica no panorama da região do Alto Minho e do Minho em geral”, destacou.
Segundo o autarca, a ferrovia tem sido “uma matéria que o município tem abordado, ao longo dos anos com os responsáveis políticos de vários governos e os responsáveis técnicos no sentido de os convencer dessa necessidade para a região”.
Já em outubro de 2020, o ex-presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vítor Mendes, defendeu que a futura ligação ferroviária de alta velocidade, entre o Porto e Vigo, prevista no Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030, devia incluir “uma paragem técnica” naquele município.
“No fundo, seria uma paragem para manutenções, permitindo também que passageiros, em algumas situações de caráter excecional, pudessem parar”. O traçado é muito idêntico àquele que foi definido para o TGV há cerca de uma década e é essa a posição que vamos defender quando formos confrontados com esse investimento”, disse, na altura Victor Mendes.
Para o antecessor de Vasco Ferraz, a paragem da alta velocidade no concelho permitiria a criação de um “interface rodoviário” que beneficiaria todo o Alto Minho.
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