Em dia de celebração do 39.º aniversário, a diretora da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo, Isabel Valín, falou de uma instituição com um trabalho “consolidado no domínio das Ciências da Vida e da Terra”, assente em três pilares fundamentais: oferta formativa diferenciada e especializada, adequada às dinâmicas sociais, económicas e territoriais; produção de conhecimento especializado e transferência de tecnologia para o território.

Recordando que a ESA-IPVC continua a ser uma das Escolas Superiores Agrárias com maior atratividade do país, Isabel Valín ressalvou que a área das Ciências da Vida e da Terra mantém “elevados índices de empregabilidade do setor”, mas que, apesar deste indicador extremamente importante e positivo, continua a ser uma área com “baixa atratividade” para os jovens.
De forma a contrariar este fator e com o intuito de formar profissionais com competências científicas, tecnológicas e empresariais, a Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo está alinhada com o compromisso de continuar a aumentar a competitividade territorial. Para isso, a ESA-IPVC tem trabalhado para apresentar uma oferta formativa diversificada, nomeadamente com novas pós-graduações ou formações microcredenciadas, orientadas para as necessidades do território. “No entanto, não descoramos a internacionalização e, este ano, funciona a primeira edição do mestrado de Agricultura Biológica, que nasce de um consórcio entre o IPVC, as universidades da Madeira, dos Açores e de Cabo Verde”, explicou Isabel Valín.
A investigação continua também a ser pilar central para a ESA-IPVC, com a diretora a referir que quase a totalidade do corpo docente da Escola está envolvida em unidades de investigação.
Na mesma linha, a vice-presidente do Politécnico de Viana do Castelo, Ana Paula Vale, destacou que o aniversário da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo não é apenas uma oportunidade para celebrar os sucessos alcançados, mas também um momento para projetar o futuro da formação e da investigação no contexto de mudanças globais.
“Estamos a viver uma época de profundas transformações, que impactam a economia, a sociedade e o ambiente. A educação, especialmente na agricultura e em áreas afins, tem um papel central na preparação de profissionais capazes de liderar transições ecológicas e digitais, promovendo práticas resilientes e sustentáveis”, afirmou Ana Paula Vale, ressalvando o facto de a instituição, pelo papel que desempenha na sociedade e, em especial, na região, ser chamada “a fazer mais, melhor e diferente, inovando na forma como prepara os estudantes e como contribui para a evolução dos vários setores de atividade económica.”
Reconhecendo a necessidade de uma agenda educativa alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a vice-presidente do Politécnico de Viana do Castelo enfatizou o compromisso da instituição em integrar temas como economia circular, eficiência energética e inteligência artificial nos seus programas formativos. “É essencial formar líderes do futuro, equipados para fazer a diferença num mundo em constante mudança”, sublinhou.
O Politécnico de Viana do Castelo assume como um dos seus vetores de atuação a aprendizagem ao longo da vida, abrindo “as portas a profissionais que procuram requalificação”

Ana Paula Vale aproveitou também a cerimónia para realçar a importância da aprendizagem ao longo da vida e da diversificação dos públicos do ensino superior. “Temos de abrir as portas a profissionais que procuram requalificação, a adultos interessados em formação contínua e a comunidades que, historicamente, tiveram menos acesso ao ensino superior. Formações microcredenciadas e percursos formativos flexíveis serão cruciais para responder às necessidades do mercado de trabalho e da sociedade.”
Destacando o papel diferenciador da instituição, que, pela sua proximidade física e organizacional, está especialmente bem posicionada para integrar competências de áreas diversas, criando sinergias que beneficiam estudantes, investigadores e a região, Ana Paula Vale falou de uma “oportunidade única” para o Politécnico em “liderar projetos que combinam tecnologia, sustentabilidade e ciências sociais, capacitando os estudantes com ferramentas que lhes permitam responder às grandes mudanças que o mundo enfrenta. “A nossa proximidade física e a integração organizacional permitem-nos articular competências de forma inovadora e estratégica” em áreas ligadas a setores como Tecnologia e Agricultura, Tecnologia e Sustentabilidade e Ciências Sociais e Ambiente.
SUNRISE, uma parceria-estratégia para a instituição, diz Ana Paula Vale, vice-presidente do IPVC
Outro ponto de destaque foi a aposta crescente em abordagens interdisciplinares e a colaboração internacional. A integração do IPVC na Aliança Erasmus SUNRISE, composta por nove instituições de ensino superior de pequena dimensão em territórios rurais, foi apontada como uma oportunidade estratégica para o Politécnico de Viana do Castelo. “Esta parceria permite-nos partilhar boas-práticas, desenvolver programas conjuntos e diversificar fontes de financiamento, garantindo a sustentabilidade da nossa instituição e ampliando o nosso impacto internacional”, afirmou e acrescentou Ana Paula Vale: No consórcio, “temos excelentes áreas laboratoriais, às quais nos podemos juntar para melhorar a investigação e a integração dos estudantes nessa investigação, e para desenvolver programas doutorais em cotutela ou programas doutorais e de mestrado conjuntos ou duplos graus”.
A vice-presidente do IPVC concluiu destacando a importância de unir esforços para transformar o Politécnico de Viana do Castelo num espaço de excelência. “A interdisciplinaridade e a inovação devem ser os pilares do nosso futuro. Este aniversário da ESA é um momento para reafirmar o nosso compromisso e projetar uma educação superior mais sustentável, tecnológica e inclusiva”, finalizou.
A cerimónia contou, ainda, com a presença do vereador Carlos Lado, da Câmara Municipal de Ponte de Lima que caracterizou a ESA-IPVC como uma “Escola de extrema importância para o Vale do Lima”, pelos contributos que dá em termos de conhecimento académico e desenvolvimento social, económico e territorial. “É esta instituição que alavanca o progresso do território. É um notável centro de formação humana, científica e técnica, com uma oferta formativa diversificada, aliada à investigação.”
A encerrar, a presidente da Associação de Estudantes da ESA-IPVC, Mariana Barreto, falou de “uma Escola que conjuga investigação com pedagogia, teoria com prática e excelência académica com proximidade entre estudantes, docentes e não docentes.”
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