A multinacional alemã Enercon vai encerrar a fábrica de Lanheses, em Viana do Castelo, no final de abril, decisão que deixa 51 trabalhadores sem emprego. A empresa justifica o fecho com a reestruturação da sua linha de produtos e a quebra na procura dos componentes ali produzidos.

Em comunicado, a Enercon informa que “a atividade produtiva da fábrica de Lanheses será concluída no final de abril de 2026”, explicando que “deixou de existir procura para os componentes fabricados nesta unidade e não estão previstas alternativas de produção”.
A unidade, que iniciou laboração em 2008, dedicava-se sobretudo à produção de geradores para aerogeradores da plataforma EP2, com potência de 2 MW. Segundo a empresa, a diminuição da procura destes modelos — tendência que considera já expectável — levou a uma mudança estratégica, concentrando a comercialização em equipamentos mais recentes e de maior capacidade, das plataformas EP3 e EP5.
Com o fim da produção em Lanheses, os 51 trabalhadores serão abrangidos por rescisões por motivos operacionais. A empresa garante que está a “explorar oportunidades de recolocação interna” e que cumprirá todas as obrigações legais decorrentes do encerramento.
A produção de geradores para as plataformas mais recentes passará a realizar-se no Centro de Excelência de Geradores da Enercon, em Magdeburgo, na Alemanha, onde a multinacional concentra agora esta área estratégica.
Apesar do encerramento, a Enercon assegura que mantém o seu compromisso com Portugal. Em Viana do Castelo, a empresa continua a operar outra unidade no parque empresarial da Praia Norte, dedicada à produção de aerogeradores, que emprega mais de mil trabalhadores.
“O fim da produção nesta unidade não altera a presença nem o compromisso de longo prazo da Enercon em Portugal”, refere a empresa, sublinhando o contributo da fábrica de Lanheses para a expansão da energia eólica no país ao longo de 18 anos.
O parque empresarial de Lanheses, o maior do concelho, acolhe empresas de vários setores, como metalomecânica, automóvel, transformação alimentar e vidro, beneficiando da proximidade à A27, à A3 e ao porto de mar de Viana do Castelo.
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